terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Elas são o Diabo.


     Se você, como eu, nasceu por volta da década de 90 e teve acesso a um aparelho de TV, com certeza você já assistiu ao filme "Ela é o diabo" que sempre passava na boa e velha Sessão da Tarde. Por mais que minha mãe exclamasse um "Cruzes, ta amarrado" toda vez que o filme era anunciado, ela nunca me impediu de assisti-lo, hoje, com uma visão (um pouco) mais ampla de mundo, me dou conta da verdadeira importância desse filme na minha vida, por trás da épica cena da casa sendo explodida ou da cômica cena do frustrado jantar de família, estava na minha frente o que seria minha primeira demonstração da ideologia feminista.
     Veja todos os sinais, Ruth (Roseanne Barr) é uma dona de casa frustrada que não leva muito jeito com os afazeres domésticos, ela é oprimida por um marido e dois filhos que não lhe dão valor, após constatar uma traição ela procura uma vingança e começa se libertando das amarras da maternidade e buscando independência, logo ela encontra em outras mulheres os talentos dos quais precisa para seguir com seu plano de destruir todos os ramos da vida de seu ex-marido Bob (Ed Begley Jr.). Até a sequência na qual realiza obras é cuidadosamente pensada para mostrar que as mulheres não precisam dos homens para nada e podem fazer tudo o que eles fazem e até melhor.
     Estou parecendo um caçador de conspirações? Bem, então se preparem pequenos gafanhotos, porque a Ruth existe, mas ela não é UMA mulher insatisfeita, ela é uma classe, uma classe que está disposta a mandar a SUA casa pelos ares para conseguir uma "vingança". Assim como no filme, a primeira etapa é mudar a estrutura familiar, abalar as estruturas, inverter os papeis, quem esta responsável por essa tarefa são líderes de grupos com interesses claramente distintos, mas interrelacionados e superpostos: controladores populacionais, libertadores sexuais, ativistas dos direitos gays, multiculturalistas, promotores do politicamente correto, extremistas ambientais, neomarxistas progressistas e pós modernistas desconstrutivistas. Eu não tenho certeza do que significam metade desses nomes, e talvez eu nem precise saber, mas existe algo sobre o que nós não podemos ter dúvidas, o nome da arma deles. Perspectiva de gênero.
     Essa nova perspectiva busca incorporar na sociedade algumas idéias que, segundo as organizações difusoras, permitiriam igualar as condições de vida e desenvolvimento de todo ser humano independente de seu sexo biológico. Para isso eles propõem a aceitação de uma complicada filosofia na qual alguém não nasce sendo homem ou mulher, mas apenas nasce sendo um ser humano que um dia decidirá o que quer ser e como irá demonstrar o que é, sem que os pais possam interferir ou influenciar nessas escolhas. Aliás, os termos Pai e Mãe, seriam riscados do vocabulário e substituído pelo termo "cuidador", inclusive já existe no Brasil um movimento que busca substituir os dias dos pais e mães por um genérico "Dia de quem cuida de mim" que englobaria não apenas avós, tios e pais adotivos, como também pais e mães homossexuais. A escritora Adriane Rich, uma das incentivadoras desse movimento afirmou em um de seus trabalhos que: "A heterossexualidade, assim como a maternidade, necessita ser reconhecida e estudada como uma instituição política. Em um mundo de genuína igualdade, onde os homens fossem não-opressivos e educados, todos seriam bissexuais".
     Anne Falsto-Sterling, outra ativista da causa, propõe em seu sugestivo livro "Os cinco Sexos: Por que Macho e Fêmea não são Suficientes ", que hermes, mermes e fermes (variações da condição de hermafroditismo) fossem incorporados como novos sexos. Para os membros deste movimento, homem/mulher, masculino/feminino são meramente construções culturais e pensar que a heterossexualidade é a sexualidade natural seria apenas um outro exemplo de uma "construção social 'biologizada'".
     Nesse ponto das minhas pesquisas eu já estava bem chocado, mas ao me deparar com a passagem de Firestone que vem a seguir eu senti meu coração parar: "O tabu do incesto hoje é necessário somente para preservar a família; então, se nós nos desfizermos da família, iremos de fato desfazer-nos das repressões que moldam a sexualidade em formas específicas", e só para me matar de vez complementou com " Os tabus sexuais com relações homossexuais ou entre adultos e menores irão desaparecer, assim como as amizades não sexuais, todas as relações próximas irão incluir o físico". Como se não bastasse se infiltrar em nossos lares para tirar a autoridade dos pais, afeminar nossos filhos, masculinizar nossas filhas e abusar deles sexualmente (caso eles não sejam mortos antes, já que também apóiam o aborto), essa quadrilha ainda pretende transformar o mundo em um grande bacanal.
     O feminismo foi necessário à sociedade, foi necessário para mostrar que homens e mulheres tinham os mesmos direitos ao voto, ao exercício da profissão, igual oportunidade de emprego e educação. Precisávamos dele para desfazer um grande erro na aplicação de Efésios 5,22 que dizia para que "As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor", mas esquecia de dizer o "Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela" de três vercículos depois. Quem ama não é escravo da vontade da ser amado, mas escravo da vontade de vê-lo feliz, e se empenha com todo seu ser para que nada lhe falte. A submissão foi entendida com uma obediência cega que deveria seguir como a Deus, quando deveria ter sido visto como uma entrega a proteção do outro, em quem se deveria confiar, como ao próprio Deus.
    O feminismo saiu dos trilhos quando adquiriu essa radical incapacidade de considerar as diferenças reais e óbvias entre homens e mulheres, homens e mulheres são inteiramente iguais em humanidade, dignidade e direitos, mas diferentes e complementares em natureza. Homens tem músculos mais desenvolvidos, são mais rápidos e mais agressivos, mulheres engravidam, tem ouvidos sensíveis a tons agudos para acordar mais facilmente de noite com o choro do bebê e o choro do recém-nascido causa a produção do leite materno, elas são mais flexíveis e dóceis. Como poder dizer que isso é uma construção social? Como querer que alguém escolha esse tipo de coisa?
     "Sempre" houveram homosexuais em meio a sociedade, e a maioria desses recebeu a orientação sexual condizente ao seu sexo biológico, isso não os impediu de seguir as suas inclinações, isso lhes dá uma escolha. Se tem um pênis é homem, se tem vagina é uma mulher, o uso que a criança dará a esses orgãos no futuro não mudará essa natureza. Não podemos permitir que transformem as escolas em fábricas de andróginos, precisamos dar escolha a eles. Haveriam crianças com inclinações homosexuais, sim, provavelmente, mas quantas heterossexuais seriam coagidas à bissexualidade nesse mundo louco? Não vejo nenhum mal em dizer a um menino que pode brincar com panelinhas nem em dizer a uma menina que pode brincar de carrinhos, mas as diferenças e complementaridades entre os dois deve ser ensinada para que possamos ter fé em um futuro onde as famílias terão seus direitos assegurados e essa é a Minha Humilde Opinião.
    
Ass: Bruno Santos

Fontes:

A Agenda de Gênero - Redefinindo a Igualdade. - Dale O'Leary

http://pt.m.wikipedia.org/wiki/Androginia

http://beinbetter.wordpress.com/2012/12/21/papa-denuncia-perversidade-de-ideologia-de-genero-para-desespero-da-militancia-gayzista/

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/escolas-de-sp-acabam-com-o-dia-das-maes-e-institui-o-dia-dos-cuidadores-viva-o-fim-da-familia-prefeito-fernando-haddad/

http://ipco.org.br/ipco/noticias/loucura-da-ideologia-de-genero-escola-maternal-na-suecia-proibe-que-criancas-sejam-tratadas-como-meninos-e-meninas#.VBqa0iW5cm8

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