quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Votos do Namoro

     Você já assistiu à um casamento católico? Mas, um casamento católico de verdade, não um desses de novela no qual sempre entra alguém no meio para impedir a cerimônia. Estou falando de um casamento que começa em um namoro onde os noivos se conheceram verdadeiramente e não ao corpo um do outro, que teve convivência familiar e projeções para o futuro da construção de uma nova família e acordo de ambas as partes sobre tudo isso. Estou falando de um casamento que começa com a certeza de não haver plano B. Eles serão um do outro, até que a morte os separe, e talvez, mesmo depois. 
     Bem, esse é o verdadeiro matrimônio católico, um casamento que não tem nulidades. E caso você ainda tenha dúvidas sobre essa palavra, uma breve explicação: O CASAMENTO CATÓLICO É PARA SEMPRE, desde que as promessas feitas e os compromissos firmados sejam verdadeiros. 
Para melhor exemplificar vamos às três principais perguntas feitas pelo sacerdote, aos noivos, durante a cerimônia: 

A primeira é : Noivo e noiva, viestes aqui para unir-vos em matrimônio. Por isso, eu vos pergunto perante a Igreja: É de livre e espontânea vontade que o fazeis?” E os noivos devem responder convictamente: Sim!

Depois o padre pergunta: “Abraçando o matrimônio, ides prometer amor e fidelidade um ao outro. É por toda a vida que o prometeis?” Noivos: Sim!

E por fim o sacerdote pergunta: “Estais dispostos a receber com amor os filhos que Deus vos confiar, educando-os na lei de Cristo e da Igreja?” Noivos: Sim!¹.

     Caso esses noivos tenham se casado por obrigação/interesse, sejam infiéis antes do casamento/planejem ser depois, caso sejam estéreis em segredo ou ainda tenham escondido de seu par seu desejo de não ter filhos esse casamento futuramente pode vir a ser considerado inválido e então receber a nulidade de uma autoridade eclesiástica. 
     Para que isso não precise acontecer é primordial viver bem a fase do namoro. É nela que se inicia o casamento e a família, em um relacionamento sério e maduro, em que se busca conhecer o outro, suas qualidades, seus defeitos, seus anseios, desejos, sonhos, sua história, família, seus problemas, etc., desejando assim viver com o outro e para o outro, fazendo-o crescer. Um casal estará pronto para o casamento quando ambos não tiverem dúvidas dessa escolha, e mais ainda, quando não tiverem dúvidas sobre a pessoa do outro. É preciso conhecer bem o outro! 
     O Professor Felipe Aquino, em seu livro Namoro diz ‘’Amar é uma decisão e nenhuma decisão é tomada apenas com o coração, a decisão é tomada também com a razão’’. Não podemos, portanto, assumir um compromisso definitivo, tal como o matrimônio levados apenas pela emoção, sem antes pensarmos seriamente no relacionamento enquanto namorados, que assim como o matrimônio possui certas ‘’exigências’’, e porque não dizer, alguns ‘’votos específicos’’. Obviamente, por não ser um sacramento o namoro não é indissolúvel, o que significa tanto que ele pode dar certo como não, seguindo essa lógica é importante aproveitar ao máximo essa oportunidade de saber se a outra pessoa é a adequada para que você passe o resto da sua vida.
     Caso você perceba que não, que bênção, você se livrou de um casamento infeliz, caso sim, teste mais um pouco, a vida inteira é tempo demais (ao menos é o que eu te desejo), é melhor não arriscar. Uma boa forma de estabelecer metas a um namoro é criar votos. Fazer um roteiro com as coisas que vocês como casal consideram importante e se empenharem para cumprir, se como namorados vocês forem fiéis, a chance de serem como esposo e esposa é bem maior. A seguir um exemplo de votos que podem ser trocados entre namorados: 

          "Eu NOME prometo fazer desse namoro uma experiência agradável ao coração de Deus, não por ser perfeita, mas por buscar a perfeição sempre. Ser fiel a este compromisso e a tudo que ele representa. Respeitar seu corpo como o templo do Espírito Santo que ele é, sabendo que durante um namoro devem se unir as almas e não os corpos. Respeitar seus pais e as regras estipuladas por eles, seja em casa ou na rua. Não por empecilhos ao seu convívio com pessoas que lhe sejam queridas, desde que essas não lhe tragam algum tipo de risco ou prejuízo material, físico ou moral. Ser prudente em meus ciúmes. Buscar sanar com brevidade possíveis desentendimentos ou brigas que venham a ocorrer, entrando em acordo sobre a responsabilidade de cada um no acontecido, mantendo assim uma comunicação aberta e sincera. Te impulsionar e incentivar para a realização dos seus sonhos ajudando em tudo que estiver ao meu alcance. Te aproximar de Deus através dessa relação e de nossas práticas como casal.

     São estes votos do período do namoro que darão o fundamento para as quatro características fundamentais do amor conjugal, que é amor humano, total, fiel e fecundo.  É durante o namoro que nos preparamos para o sim definitivo no altar do Senhor, e para que esta resposta seja firme e consciente devemos desde então construirmos um relacionamento saudável, maduro e feliz, que irá desabrochar em um casamento igual. Mas essa, é apenas a nossa Humilde Opinião. 

Ass: Caroline Macedo e Bruno Santos

¹(Fonte: Carta Encíclica Humanae Vitae, de Sua Santidade Papa Paulo VI)

http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2014/07/29/o-sentido-do-casamento/

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