segunda-feira, 20 de abril de 2015

Preconceito, o medo do diferente


     O seres humanos são constantemente rotulados, seja pela forma de se vestir, pelo lugar onde moram, pelo tipo de música que ouvem, pelo programa de TV que assiste ou pelo simples fato de assistir ou não TV.
     O motivo para isso é que existe na mente de cada Homem uma ideia pré-definida sobre aquilo que é normal. Fazendo com que tudo que se oponha ou diferencie daquela ideia seja tido como ruim, reprovável ou só estranho. As razões podem ser muitas, cultura, religião, nível social, nível de instrução, preferências pessoais, etc. Seja qual for o motivo, essas diferenças separam as pessoas em grupos, grupos que acreditam que são melhores, mais desenvolvidos, fortes, maduros, abençoados e várias outras coisas a mais que os membros dos outros grupos, em alguns casos relativamente simples, essas diferenças criam grandes obstáculos e em certas circunstâncias até ocasionam guerras.
     Na verdade, o que se passa é o que já dizia a consagrada frase, "O homem teme tudo aquilo que não conhece". De certa forma, por algum tempo, esse sentimento manteve a espécie viva, o nosso medo é um mecanismo de defesa natural de autopreservação, fez com que o homo sapiens entendessem quais animais ao seu redor eram predadores, quais eram presas e quais eram domesticaveis, nos ajudando a evoluir e ampliar território. Mas hoje, esse medo do desconhecido apenas nos torna mais selvagens. Pertencemos todos a mesma raça, a raça humana, mesmo que cada um carregue suas peculiaridades, não deveria existir espaço para outro sentimento que não fosse o respeito.
     Ainda assim, a jovem de vestes curtas parada na esquina de madrugada tem sua imagem ligada a de uma prostituta, o jovem que ouve funk sem fones de ouvido no ônibus é rotulado de marginal, o pastor é visto como ladrão, o padre como pedófilo, o velho como um peso morto que apenas espera pela sua morte, mas não, não é assim, e nós sabemos, as coisas podem fujir de seu padrão, tornando um pré-julgamento de uma situação ou imagem, quase uma receita para o erro. Existem negros que fazem esgrima, brancos que fazem rap, mulheres que trabalham em oficinas mecânicas e homens que trabalham de babás, idosos que participam de maratonas e crianças que tem problemas cardiacos.
     Julgar uma pessoa apenas com um rápido vislumbre de sua aparência é tão errônio quanto julgar um livro pela capa. O ser humano está em constante construção. Ele tem a capacidade de mudar seus caminhos, suas escolhas e hábitos. Sendo assim, não podem ser definidos em sua totalidade por uma única característica, muito menos uma física. Mas essa, vocês já sabem, é apenas a Minha Humilde Opinião.

Ass: Bruno Santos