http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2014/07/29/o-sentido-do-casamento/
Expressando opiniões próprias sobre assuntos relevantes e provocando a reflexão sobre situações cotidianas em textos que procuram fazer sentido através de uma linguagem simples, mas que pode te levar a um grande aprofundamento.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Votos do Namoro
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
Os Meios e o Fim.
Quando um namoro começa cria muitas expectativas, faz muitos sonhos serem criados e planos serem feitos. Acontece que muitas vezes esses sonhos não se materializam e as expectativas são frustradas, mas isso não precisa necessariamente ser uma experiência traumática. Existe uma frase que diz "O objetivo de todo namoro é terminar, terminar para que cada um siga seu caminho ou terminar para dar origem a um casamento", ficar namorando para sempre não rola.
O objetivo do namoro é dar ao casal a chance de se conhecer melhor e dessa forma saber se são compatíveis para viver um matrimônio, ou não, e esse "ou não" significa que nem sempre vai dar certo. Haverá diferenças que não poderão se unir, e é ótimo poder descobrir isso antes de tomar a bênção definitiva de um sacerdote, pois descobrir que se casou com uma pessoa com quem não conseguirá conviver é no mínimo uma situação incômoda.
Assim, analisando alguns relacionamentos que eu já vi terminarem ou no mínimo terem muitos problemas, posso dizer que os principais motivos de separação são:
Ciúmes
O ciúme é um sentimento que está diretamente ligado a idéia de posse, afinal, as pessoas só o sentem em relação aquilo sobre o que imaginam ter algum tipo de direito. Sejam objetos, parentes, amigos ou o namorado.
O ciúme pode ser resumido como o medo de perder algo/alguém que tem importância para si ou ver esse algo/alguém perder parte ou todo seu valor por comportamentos ou atitudes reprováveis. Um exemplo disso é o da namorada que impede o namorado de sair com os amigos, não por desconfiar dele, mas por achar que os amigos podem influenciá-lo negativamente e deixá-lo em uma má situação. Ou o namorado que impede a namorada de sair com determinado tipo de roupa, não por ela, mas sim pelos outros que irão julgá-la e/ou cobiçá-la de uma forma abaixo da que ele sabe que ela merece.
Um problema nessa situação é que na maior parte das vezes o namorado não é um mero pau-mandado que faz tudo o que os amigos querem, então se ele quiser fazer algo, fará com ou sem os amigos. Ele pode apenas querer passar um tempo com seus semelhantes, assim como as meninas também gostam. E as meninas podem usar determinado tipo de roupa por se sentirem bem e ignorar o que os outros irão pensar ou dizer.
O zelo pelo outro é importante, dicas podem ser dadas obviamente, mas querer controlar o vestuário, círculo de amizade ou tempo com os amigos foge aos direitos dos namorados. Opinar sim, mandar não. Se não existe confiança no namoro não existirá no casamento e um casamento que não tem confiança e respeito pela individualidade do outro não pode ser feliz.
Infidelidade
Um dia vi uma amiga postar em uma rede social a frase: "Nunca confie em alguém que faz regime, quem consegue fazer isso pode fazer qualquer coisa". Depois de pensar um pouco, discordei completamente daquela afirmação, pois, na minha opinião, um homem que não sabe dizer não a um pudim, não saberá dizer não a uma periguete, esse sim é digno de desconfiança.
A fidelidade precisa ser praticada nas pequenas coisas, como diz o livro de São Lucas, Capítulo 16:10: "Aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes. E quem é injusto nas coisas pequenas, sê-lo-á também nas grandes".
Diferentes tipos de casais podem ter diferentes tipos de definição daquilo que é uma traição, o fato é que quando ela acontece compromete a confiança e deixa uma marca eterna na relação, pois não será esquecida, mesmo que aja o perdão. Uma mentira, uma omissão ou o próprio ato físico, começam com um pensamento. Então é preciso começar de lá sua polidez e aprender a se colocar no lugar do outro. Sem uma fidelidade completa, o namoro levará a um casamento cheio de buracos afetivos.
Brigas Frequentes e Mal Resolvidas
Certas vezes não é preciso muito, uma brincadeira tida como boba por uma das partes é entendida como ofensa grave pela outra parte e começa a briga. Em outras vezes é mais complexo e as brigas envolvem conceitos ideológicos e morais, discordâncias sobre questões familiares ou profundamente pessoais. Seja como for, brigar é ruim, mas não pelo ato em si. Brigar nos dá a chance de repensarmos nossas opiniões e atitudes, dá a chance de buscarmos a compreensão sobre o outro e sobre nós mesmos, brigar é simplesmente entrar em atrito com o outro, a forma como se dá com isso é que faz a diferença.
Não se pode deixar que uma discordância ou deslize pareça maior que tudo que um casal já viveu junto. Obviamente um casal que briga com muita freqüência tem um problema, só que, mais importante que seus problemas, é o que é feito com ele. Depois de uma briga, cada um vai para o seu canto, reflete, volta mais calmo, conversa sobre o que aconteceu, encontra uma solução e põe em prática? Ou vocês caem no choro para deixar o outro com pena, fazem as pazes na hora, dizem que esqueceram, mas jogam a situação na cara do outro na primeira oportunidade? Isso é o que vai definir que tipo de casamento vocês terão, isso dirá se vale apena insistir.
Desinteresse
Esse normalmente ocorre com casais que já estão juntos há algum tempo, na maior parte das vezes são anos. O que acontece é que depois de meses de declarações, presentes, poesias e canções você (inconscientemente) acaba achando que conquistou a pessoa, que ela já é sua e não tem mais volta. Um erro tremendo de nossa parte. Tanto os homens como as mulheres precisam ser constantemente conquistados e não precisa de nada muito complicado para isso.
Uma ligação pra dizer que tem saudades, um bombom pra dizer que se lembrou da pessoa enquanto comia, uma cartinha fora da data do aniversário de namoro, só pra lembrar que o amor continua crescendo, uma saída diferente de vez em quanto faz bem, não precisa ser algo caro, só algo que lhes dê a oportunidade de estarem ligados. É isso o que mantém o namoro vivo, e é isso que manterá o casamento vivo. Então se você planeja passar a vida ao lado de alguém, é bom manter esse alguém interessado.
Pressão excessiva
Namoro é compromisso? Sim. Namoro envolve responsabilidade? Sim. Mas não é emprego, então é preciso ter prudência. Existem relacionamentos que se findam precocemente por falta de compreensão sobre as limitações do outro. As circunstâncias da vida dele podem impedi-lo de te ligar todo dia, ir na sua casa frequentemente ou de te dar o presente que você tanto quer, mas não são esses os compromissos firmados no namoro.
O compromisso aqui é o da sinceridade, da honestidade, respeito e carinho. Um namoro no qual as duas partes se comprometam a dar isso um ao outro e consigam cumprir, mesmo com suas limitações, caminhará para um casamento feliz sem que sejam necessárias pressões externas, pois o desejo surgirá naturalmente no coração de ambas as partes. Mas quando existem pressões desproporcionais, a probabilidade de um rompimento é grande. Como está escrito no livro de Amós 3:3 "Porventura caminharão dois juntos se não tiverem chegado previamente a um acordo?". É preciso que os dois se compreendam e mesmo que queiram que o outro melhore, saibam respeitar o seu tempo.
Falta de comunicação
A maior vilã da sociedade como um todo, ela é uma destruidora de lares e pode destruir o seu antes mesmo que ele exista, então não deixe que ela se aloje nas desconfianças do ciúme, crie suspeitas infundadas sobre infidelidade, esteja presente em cada briga e acabe gerando uma pressão que vem antes do interesse pelo outro.
Se durante seu primeiro ano de namoro você não beijar nenhuma vez (e isso não é uma dica), mas conseguir conversar todos os dias ao menos por duas horas, você vai alcançar um nível de intimidade muito maior que o de casais que se encontram todo dia pra se beijar e depois se despedem.
Conhecer os interesses do outro, seus planos, seus sonhos, medos e traumas, te dá a oportunidade de compará-los aos seus e saber se essa união será igualitária. Se o namorado planeja ser missionário na Amazônia e a namorada quer ter um salão de beleza em Copacabana, alguém vai sair no prejuízo, e se ela planeja fazer um puxadinho na casa dos pais pra não pagar aluguel e ele planeja fazer um pós-doutorado em Milão esse casal tem muito que conversar pra saber se realmente alguém está disposto a abrir mão de seus projetos.
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Existe um tempo para tudo. "Há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu" (Eclesiastes 3:1). Temos um Deus perfeito que sabe do que precisamos, antes que nós mesmos saibamos. A pessoa com quem você está pode não ser aquela com quem você começará uma família, aliás, pode ser que nem sequer seja essa sua vocação, mas Deus tem um plano para esse namoro, ele tem um objetivo na sua vida, então tire o máximo de proveito do tempo que puder passar com essa pessoa, deixe que ela faça parte da sua vida, e no momento certo Deus te mostrará se ela será uma presença ou uma lembrança. Essa é apenas a Minha Humilde Opinião.
Ass: Bruno Santos
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Minha Humilde Opinião sobre escolher namoradas(os)
Duas pessoas, um corpo, com uma só carne e um corpo não pode seguir por dois lugares ao mesmo tempo. Não se pode ir para a direita e para a esquerda. Mesmo que vocês sejam da mesma religião ainda pode existir uma diferença de compromisso, alguns buscam águas profundas enquanto outros só querem brincar nas margens. Isso causa distância, e uma hora alguém vai ter que ceder, que seja o da margem então, se for o contrario é hora de sair fora, pois o primeiro amor que se deve buscar é O Primeiro Amor, aquele que te amou desde o ventre de tua mãe, aquele amor que abre mão de reinos por ti e abre mares pra que possa atravessar.
Depois de agradar ao pai do amor perfeito você saberá o que Ele espera de ti, e se for um matrimônio você saberá esperar pela pessoa certa pelo tempo que for, pois os que confiam no Senhor são como os montes de Sião que não se abalam, mas permanecem para sempre. Mas não poupe esforços para levar alguém ao alto mar, independente de qualquer relacionamento amoroso ou não, essa é a sua missão de cristão.
Assunto é o que não falta. Se essa for a pessoa certa para você não vão faltar momentos para beijos e abraços ao longo de suas vidas, pra que correr o risco de beijar um sapo a toa se você pode perder alguns minutinhos numa conversa, com certeza é bem mais prático. O que você prefere ter no seu histórico:
Obviamente, ninguém é obrigado a saber tudo, sendo assim em algum momento irão se deparar com assuntos que não podem ser “conversados”, mas porque não ensinar? Meninas não precisam ser conhecedoras de games e quadrinhos e meninos não precisam saber pra que serve um deliniador ou um rimel, mas quem falou que conhecimento é demais. Vamos viver juntos compartilhar conhecimentos e nos tornar melhores a cada dia. Vai chegar um dia na sua vida no qual conversar vai ser a única coisa que você vai conseguir fazer com seu parceiro, nesse momento a sua escolha vai fazer toda a diferença.
O que você precisa é de alguém com mãos que se encaixem nas suas de uma forma única, o que você precisa é de alguém que te olhe nos olhos e faça parecer que o mundo parou de rodar, o que você precisa é de alguém com um sorriso que te faça querer se tornar um palhaço para torna-lo eterno.
Essa sim, essa é a pessoa que te atraia, não com os olhos do corpo, os olhos famintos que procuram a toda hora algo para devorar, mas com os olhos do coração que só querem alguém a quem dar abrigo. Prá sempre.
Ass: Bruno Santos
Consequências do Namoro
Como cristãos, somos chamados a viver uma constante evangelização, seja em meio a nossas famílias, no colégio, no trabalho ou simplesmente andando pelas ruas. São Francisco de Assis já dizia: "É necessário evangelizar a todo instante, se for preciso até com palavras". Quando acertamos, acertamos com todos aqueles que de alguma forma influenciariam naquela vitória, quando erramos, também levamos conosco todos os membros de nossa vida que poderiam/deveriam nos influenciar para que não errássemos. É esse o peso de ser cristão! O de saber que será julgado em suas quedas como um representante do Cristo, aquele que não erra (2 Coríntios 5:20). É um peso muito grande para suportarmos, mas que nos ajuda a vigiar nossa conduta para fazer jus a esse título.
Partindo deste pensamento gostaria que refletíssemos sobre um aspecto da vida do cristão que algumas vezes é negligenciado: o namoro. Algumas vezes, me deparo com jovens dizendo que não vêem necessidade de receberem nenhum tipo de formação ou aconselhamento, pois afinal o namoro não é um sacramento. Acontece que isso não diminui seu significado, afinal ele também não é um estado civil, não é um emprego e nem uma matéria escolar e apesar disso continua sendo exercido por gerações. O namoro é uma etapa da vida, não uma condição de vida como algumas pessoas pensam, pois ao contrário da condição esta etapa é passageira. Sendo ele uma etapa, após cumprir seu papel é ultrapassada e leva quem a viveu para outro nível de vida, ou o faz voltar a etapa anterior, isso pode variar de caso para caso. Entretanto, seja qual for o caso, ele precisa de regras, parâmetros e metas, ou se torna um ato sem propósito, logo, fadado ao fracasso.
Todo sacramento é precedido de uma preparação: a comunhão tem a catequese assim como a crisma, a ordenação tem seu tempo no seminário, e o casamento por sua vez, tem duas etapas de preparação, sua fase mais séria que é o noivado, onde as coisas começam a ficar um pouco mais definitivas, e a fase do namoro, que não deve ser vista com menos seriedade mesmo sendo uma fase tão inicial no relacionamento. É durante esse tempo que é criada a identidade do casal e é nela que brotam os primeiros frutos da união e apenas o vivendo bem é possível avançar com segurança para o próximo passo.
Para que se observe se um namoro caminha de forma acertada é preciso estar atento a alguns pontos, como os citados abaixo.
1- Esse namoro me aproxima de Deus?
Qualquer atitude da minha vida, seja uma amizade ou um trabalho que me façam recuar na minha fé, não estão de acordo com a vontade do Senhor. Se em um namoro se percebe a existência de brigas ou desentendimentos por conta da fé de uma das partes ou até por ambas as partes, esse namoro precisa ser revisto, afinal, uma pessoa não pode caminhar por duas estradas. Como poderiam dois, sendo uma só carne caminharem separadamente? ''Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo'' (Amos 3:3)
Quem ama quer o melhor para a pessoa amada, e o melhor sempre é estar com Deus, só Ele tem o verdadeiro amor. Se você não tem um namoro aos pés da cruz não poderá cobrar um paraíso no casamento.
2- Esse namoro me aproxima dos meus parentes e amigos?
Obviamente o casal precisa passar tempo junto para se conhecer, mas isso não significa se isolar do resto do mundo, você pode aprender muito sobre seu par com os pais, irmãos e amigos, afinal, essas pessoas convivem muito mais com o mesmo. Observando o relacionamento deles você tem uma prévia daquilo que viverá em sua casa, caso venha a se casar com essa pessoa. Ela arruma o próprio quarto? Respeita os pais? Sabe dar bons conselhos aos amigos? Se a resposta for sim, estamos no caminho certo. Assim também conhecer a forma como você se da com seus irmãos, vizinhos e até a forma como seus pais se tratam ajudará a pessoa a ter uma noção sobre como será tratada no futuro.
Mas não se esqueça, mesmo que a princípio tudo pareça um mar de rosas não pense que já é o suficiente, as aparências enganam, todos tentam passar por perfeitos no começo, mas ninguém consegue fingir o tempo todo. Por isso também a importância de se fazer presente, sem tentar parecer o que não é. Pessoas são imperfeitas, esconder defeitos hoje leva a esconder outras coisas no futuro.
3- Esse namoro me torna uma pessoa melhor?
Pergunta complexa não é? O que é uma pessoa melhor? No dia em que vão se encontrar você se arruma mais? Se sente mais confiante? Se sente mais feliz por lembrar que vão se encontrar? Ainda é pouco! Mas já é algo. Os assuntos que vocês conversam são relevantes ou só papo furado? Vocês se incentivam em relação ao trabalho, estudos e projetos para o futuro? Está melhorando. Você aprende, ensina, repensa opiniões que você já tinha como definitivas e consegue tirar proveito de cada encontro de vocês? Não usam seu tempo juntos apenas para se beijarem mas REALMENTE para se conhecerem? Bem, então esse namoro te faz uma pessoa melhor. Parabéns! E digo isso porque independente do fato dele se tornar um casamento ou não, você nunca poderá dizer que perdeu seu tempo com alguém, pois você estava ganhando.
4- Somos parceiros na hora das decisões?
"Amar ao próximo como a ti mesmo" às vezes significa abrir mão de coisas que você considera importante por coisas que são importantes para o casal. É preciso criar um equilíbrio, saber qual festa de qual amigo é mais importante quando as duas são no mesmo dia, no mesmo horário e cada um é amigo de apenas um membro do casal. Tomar essa decisão pode ser a receita para uma briga ou pode unir vocês ainda mais, o desfecho vai depender da sua capacidade de olhar as necessidades de cada um, ver prioridades e saber dizer sim ou não. Saber tomar esse tipo de decisão com maturidade irá poupá-los de muitas brigas desnecessárias e fará com que aproveitem melhor seu tempo juntos. Essa capacidade, obviamente, vem com o tempo, mas buscá-la desde o início do relacionamento é crucial. Não se trata de fazer tudo que o outro quer, mas de verdadeiramente entrar em um consenso, sem que nenhuma das partes fique ressentida ou menosprezada. Sinceramente, isso é uma arte, mas vale à pena.
Observando esses itens podemos descobrir se nossa visão de namoro tem sido vivida da forma correta ou se temos deixado que os desejos e as aparências nos afastem do real motivo dessa união, afinal, o namoro não existe para sanar suas carências afetivas, ser divulgado nas redes sociais, exibido entre as(os) amigas(os) ou bancar caprichos, existe para dar ao casal uma chance de conhecer seus espíritos, antes de conhecer seus corpos, mas essa é só a minha visão, Minha Humilde Opinião.
Ass: Bruno Santos
Recato
Namorar é bom, em qualquer parte do mundo, seja qual for o contexto cultural ou a crença, namorar é bom, eu já disse isso e continuarei dizendo enquanto tiver forças, pos uma coisa que não é boa não viria sendo feita de geração em geração desde os primórdios da convivência comunitária da espécie por livre e espontânea vontade, e em algumas vezes até contra a vontade de influências superiores da sociedade. Se não fosse bom, nós não estaríamos aqui agora, nem eu escrevendo e nem você lendo, mas se estamos, foi porque um homem e uma mulher em algum momento da história, namoraram. Mas como todas as coisas boas que existem no mundo o namoro também possui um local e um tempo apropriados. E existem situações que devem ser evitadas.
As refeições tem momentos no dia para serem realizadas e se possível em locais higienizados adequadamente, não se estuda álgebra em meio a um baile funk na madrugada e não se tira um cochilo no meio de uma partida de futebol quando se é o goleiro. Seguindo essa linha de raciocínio, imaginasse que quando se namora, um namoro compromissado e com propósito (não apenas uma troca de carícias que busca satisfazer os próprios desejos carnais e posteriormente dispensar o outro como um objeto descartável que já cumpriu seu objetivo), existem pré requisitos a serem considerados já que algumas vezes carinhos que são simples demonstrações de afeto se confundem com carícias que são comportamentos reservados para casais que já contraíram o matrimônio.
Nos ultimos tempos nossos casais têm se mostrado excessivamente à vontade em público para exercer comportamentos que beiram a pornografia, já fui surpreendido ao ver em praças públicas seres quiméricos em uma fusão que tornava impossível descobrir onde um começava e o outro terminava. Mãos em coisas, coisas em mãos, movimentos pélvicos e respirações ofegantes. Esses não são comportamentos que uma pessoa que se reconhece como templo do Espírito Santo teria em público, e isso independente de ser ou não casado com a outra pessoa.
Certa vez uma família estava no carro, os pais sentados na frente, e a grande prole atrás. Quando estavam parados num farol vermelho, uma das crianças apontou para uma cena que atraíra sua atenção. Ao lado do carro, na calçada, estava um casal jovem engajado numa demonstração pública de afeição. As crianças expressaram sua desaprovação, gritando “Uuuuuu!” e com chamados de “Eca!”, o sábio pai dessas crianças que tinham rotulado um ato de amor como nojento aproveitou a chance de ensinar-lhes uma lição de vida. “Não é nojento,” disse ele aos filhos, “Apenas estão no lugar errado”.
Algumas coisas devem ser feitas em particular. Não porque seja nojento, mas porque são preciosas, e não devem acontecer na rua. Há casais que ninguém jamais verá se tocando, mas qualquer um pode ver o profundo amor que partilham. Isto está refletido na maneira de conversarem, de olharem um para o outro, e da maneira de falarem sobre o outro. Quando um casal está seguro de seu amor mútuo, não sente necessidade de demonstrar afeição a outros fora do relacionamento. E mesmo assim todos, incluindo os filhos, saberão que o amor está ali. A afeição física é mais poderosa quando é mantida reservada, em local correto.
Qualquer homem pode exitar uma mulher, assim como qualquer mulher possui meios de levar um homem a um estado de excitação, mas apenas O Homem e A Mulher certos são capazes de fazer o outro se sentir amado com apenas um olhar, aquele olhar único, que dispença todas as palavras, que abre mão de todo toque e é capaz de curar toda dor, secar toda lágrima, derramar lágrimas ou iluminar sorrisos. Um casal que se olha nos olhos com freqüência, que conversa e faz planos se conhece muito mais que um casal que pratica sexo todo dia, porque se preocupa em conhecer a alma do outro e não o corpo. A alma é eterna, o corpo se deteriora e vira poeira.
O casal Robson e Márcia do CAOV (Centro Arquidiocesano de Orientação Vocacional) de Niterói costuma comentar que na hora de namorar a melhor opção é procurar por locais TIA - Transitados, Iluminados e Arejados. Esse método tem o objetivo de manter o casais contidos e evitar intimidades inadequadas, mas ele só funciona se existir um comprometimento do casal em evita-los. Só funciona quando o casal se da conta que prazer não é sinônimo de amor, assim como piscina não é sinônimo de água, a piscina é um local onde pode haver água, ou não, e quem salta lá sem verificar antes pode acabar se machucando seriamente. No amor conjugal existe prazer, mas não se pode pular etapas, ou alguém acabará se machucando, é preciso viver o pudor e valorizar a beleza do namoro, para que o centro do relacionamento não seja aquilo que o outro proporciona ao seu corpo, mas sim aquilo que os dois podem ofertar a Deus como fruto, mas essa é apenas a Minha Humilde Opinião.
Ass:Bruno Santos.