Expressando opiniões próprias sobre assuntos relevantes e provocando a reflexão sobre situações cotidianas em textos que procuram fazer sentido através de uma linguagem simples, mas que pode te levar a um grande aprofundamento.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Superstição X Tradição
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Um CURSO à Sua Vida.
Então, chegamos nessa época do ano cheios de expectativas. E não estou falando isso por conta das estréias no cinema ou pelo processo de impeachment da presidenta Dilma, a “descobridora” da Mulher Sapiens.
Essa expectativa vem dos estudantes que consideram essa a melhor parte do ano, que é quando eles não precisam mais estudar, porque o ENEM já passou, e ainda não precisam estar estudando as disciplinas específicas de suas respectivas faculdades, já que ainda não foram aprovados em nenhuma. Esse é o tempo de rever os amigos que acharam que você tinha sido abduzido. De colocar o bronzeado em dia ou por as séries e desenhos em dia, ai varia de caso para caso. Tempo de tirar o pó daquele livro que você comprou sabendo que não iria começar tão cedo por ter pilhas de apostilas, propostas de redações e provas antigas para ler.
Mas, além disso tudo, esse é o tempo para pensar: O que diabos eu vou fazer depois que passar pra faculdade? Sim amigos, se você achou sacrificante seu esforço para conseguir uma vaga, se prepare para a luta diária que será mantê-la. Entretanto, esse texto não é sobre as dificuldades da vida de um universitário, esse texto é sobre escolhas que poderão mudar o ruma da sua vida. Para melhor ou pior: te fazer ser rico e bem sucedido (tendo em mente que estas duas são coisas diferentes e não necessariamente fazem parte do mesmo pacote) ou te causar frustração e arrependimento (o que não significa que você não irá ganhar dinheiro ou ser bem sucedido).
Quando você pensa no curso que pretende fazer, você leva em conta quais serão seus ganhos monetários ou o quão realizado pessoalmente você se sentirá por exercer essa profissão? Percebo que as pessoas passam mais tempo tentando ficar ricas que tentando ser felizes, quando na verdade existem centenas de ricos por ai que não são felizes e enfrentam relacionamentos vazios e amizades condicionadas ao status. Percebo pessoas adiando seus sonhos e desejos, sempre se colocando em segundo plano ao invés de serem protagonistas de suas histórias.
Se deixam levar pelo que dizem as pesquisas sobre as profissões em alta no mercado sem se darem conta que são as pessoas que criam o mercado e que elas são altamente imprevisíveis. Quem poderia imaginar que uma "paleta mexicana" pudesse ser um negócio tão bom? E as "Açaiterias" que brotam por todo canto? Quem diria que uma ideia tão simples pudesse dar tanto retorno? E quem um dia imaginou que gravar e postar vídeos no YouTube poderia ser uma profissão? Uma ideia boa, empenho e dedicação fazem pessoas que só cursaram o primário arrecadarem fortunas que apenas serão administradas por pessoas que estavam na faculdade sonhando com a própria riqueza.
Não que isso seja uma regra. Mas, nos faz pensar: será que não vale mais a pena correr atrás de um(a) sonho/ideia do que passar anos cursando uma faculdade que "dá dinheiro" para no fim das contas ter um emprego no qual vai ter um chefe te dizendo o que fazer? Levando em conta que não necessariamente este chefe será alguém mais instruído que você, podendo ser simplesmente alguém que está lá a mais tempo e por isso ganhou a confiança da empresa/orgão/ organização/instituição.
"Escolha um trabalho de que gostes e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida." Confúcio
Enfim, o que eu quis te mostrar nesse pequeno texto é que você deve escolher seu curso, não pelo quanto você quer ganhar, mas sim pelo quão feliz você deseja ser. Se você se sente feliz fazendo poesia e é bom nisso, investir nessa carreira pode te trazer retorno financeiro. Se você é um bom contador de piadas pode fazer isso profissionalmente e ganhar bem por isso. Se você odeia ver sangue, usar gravata ou fazer contas não deve ser médico, advogado ou engenheiro só para satisfazer seus pais, eles já tem as próprias frustrações. Sonhe alto, acredite em você e lembre que toda essa baboseira aqui encima é apenas a Minha Humilde Opinião. Se você não voltar mais por aqui Feliz Natal, Próspero Ano Novo e que a Força esteja com você!
Ass: Bruno Santos
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sábado, 19 de dezembro de 2015
Aniversário
sábado, 28 de novembro de 2015
Pátria Educadora Não Fecha Biblioteca.
Nosso país vive uma crise, não apenas financeira, mas também política, ideológica, moral e educacional. Nessas situações é comum que atitudes impopulares sejam tomadas, atitudes que naquele momento não fazem sentido, mas que, apenas alguns anos depois, através dos livros de História, saberemos se foram as mais acertadas ou as piores possíveis. Entretanto, a meu ver, o caso sobre o qual esse texto trata, desde já é um erro inquestionável.
Uma dona de casa que nota o aumento no preço dos alimentos pode buscar alternativas, tentar optar por ingredientes mais acessíveis, diversificar, mas não deixará sua família com fome por economia. Se um pai consciente percebe que o preço dos materiais escolares aumentou pode pesquisar mais, ir a outras lojas, tentar barganhar, talvez abrir mão das marcas famosas, mas não tirará seus filhos da escola. Essas são conclusões óbvias, afinal, existem necessidades básicas que precisam ser atendidas. Isso é uma questão de prioridades, mas na contramão desse raciocínio lógico o Governo do Estado do Rio de Janeiro tentou fechar uma rede de bibliotecas (o conjunto de Bibliotecas Parque do qual fazem parte a Biblioteca de Manguinhos a C4, a Biblioteca Parque da Rocinha e a Biblioteca Pública de Niterói) e demitir seus funcionários como parte de sua política de corte de custos. Que tipo de Pátria Educadora é essa?
Esse texto procura vir em defesa mais específica à Biblioteca Pública de Niterói, já que esta, esse ano, foi um destino mais que procurado por mim. Ela é uma das mais importantes bibliotecas do estado, foi inaugurada no começo do século XX e desde então ela vem servindo a população com seu acervo que atualmente conta com cerca de 60 mil itens, incluindo livros, jornais, revistas, enciclopédias, biografias, DVDs, músicas digitalizadas, equipamentos em Braile, filmes e uma parte que muito me interessa que são os quadrinhos e mangás. A biblioteca também conta com computadores para acesso de usurários cadastrados e com uma rede de Wi-fi que pôs alguns dos meus textos on-line. É um ambiente agradável e aconchegante que abriga uma equipe de funcionários competentes e altamente solícitos.
A BPN foi reinaugurada em julho de 2011 após cuidadosa e demorada obra, que fez com que esse espaço não fizesse parte da minha adolescência no Liceu Nilo Peçanha, colégio onde cursei o ensino médio e que me concedia uma visão privilegiada de um prédio que não me atendia em nada e que para mim parecia só mais um casarão abandonado, uma rugosidade urbana. Por isso, para suprir minhas necessidades literárias, precisava caminhar até a biblioteca do SESC Niterói. Um lugar que possui um acervo bem menor, mas nem por isso deixa de ser uma fonte de conhecimento. Todavia, gostaria de ter tido naqueles tempos esse espaço com exibições individuais de filmes, saraus de poesia, shows de música e leituras dramatizadas do qual os jovens dispõe agora. Mas, não adianta chorar pelo passado, temos é que zelar pelo futuro!
Entretanto, não um futuro tão distante como pode se pensar quando se fala em futuro. Ví com alívio a notícia que dizia que a prefeitura de Niterói repassará recursos complementares até dezembro de 2016 para manter a instituição funcionando, o que mantém seus usuários e funcionários tranquilos por cerca de um ano. Mas, uma dúvida fez com que uma dorzinha discreta, um tipo de pressão, se instalasse entre os meus olhos. E depois de 2016? E aliás, por quê estabelecer uma data para o fim desse "auxílio" a BPN? Bem meus queridos, a resposta que me ocorreu é uma velha conhecida nossa: ANO QUE VEM TEM ELEIÇÃO!
Este é o mesmo motivo que fez com que ruas fossem milagrosamente asfaltadas as pressas e a polícia começasse a querer mostrar serviço em outros anos, mas nesse, foi o motivo pelo qual tem brotado praças por Niterói, o motivo pelo qual o Horto foi inaugurado, mesmo antes de estar realmente pronto e o que levará o Getulinho (ou Hospital Getulio Vargas Filho) a ter suas obras concluídas com máxima urgência. Como se não fosse urgente desde o princípio. Essa importante emergência pediátrica que atendia não apenas toda a população de Niterói, mas também grande parte de São Gonçalo está fechada a mais de três anos. Devido as obras, atualmente presta atendimentos emergenciais em um hospital de campanha montado na garagem.
Como eleitores, devemos nos pronunciar sobre essas situações, mas não precisamos esperar as urnas para isso. Afinal, os políticos serão sempre os mesmos se o povo não mudar. Vamos usar nossos recursos, encher a caixa de e-mail do Rodrigo Neves, vamos nos manifestar nas redes sociais em defesa da BPN e lembrar que o dinheiro que a mantém aberta é a dos NOSSOS impostos e que nós queremos ter participação na escolha de seu destino. Mas essa, é apenas a Minha Humilde Opinião. Aproveito ainda para dizer que hoje, dia 28/11/2015, estive na biblioteca e ela se encontrava fechada.
Ass: Bruno Santos
Agradecimentos especiais pela colaboração de: Caroline Macedo.
Fontes:
http://googleweblight.com/?lite_url=http://www.cultura.rj.gov.br/espaco/biblioteca-publica-de-niteroi
http://googleweblight.com/?lite_url=http://www.ebc.com.br/cultura/2015/11/prefeituras-do-rio-e-de-niteroi-vao-assumir-custos-para-manter-bibliotecas
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Um Dedo de Prosa.
O que faz de um homem, UM HOMEM? O que faz dele essa figura poderosa que vem liderando a sociedade patriarcal e machista há séculos? Que por gerações fez com que a mulher acreditasse que é o sexo mais fraco?
Quando você vê um bebê recém nascido com roupinhas brancas, consegue dizer de cara se é menino ou menina? Ou precisa perguntar? Pêlos grossos no corpo, ombros largos, cintura quadrada, ausência de seios, são características do corpo masculino (ou da maioria). Mas não existem mulheres com essas características? Talvez não todas juntas, mas uma ou outra ao menos? Genes não são visíveis a olho nú. Quem pode apontar um XY ou XX na rua sem avaliar outros componentes físicos? Mais uma vez eu pergunto: "O que faz de um homem, UM HOMEM"? Bem, seja lá o que for, não tem nada a ver com um exame médico de rotina, nem mesmo o de próstata.
"Os homens que querem ser rastreados devem realizar o PSA (antígeno prostático específico) no sangue. O toque retal também pode ser realizado como parte do rastreamento. O toque retal é menos eficaz que o PSA, mas às vezes pode detectar o câncer em homens com níveis de PSA normais, razão pela qual é realizado para o rastreamento do câncer. O exame de toque retal também é utilizado para determinar se o tumor pode vir a se disseminar para os tecidos vizinhos, e para detectar recidivas após o tratamento. No exame de toque retal o médico introduz um dedo, com luva lubrificada no reto para sentir a superfície da próstata que possa ser suspeita de câncer. Como a próstata está localizada na frente do reto, e a maioria dos cânceres de próstata começa na parte posterior da glândula, é possível sentir o tumor durante o exame de toque retal. Este não é doloroso."
O ânus, esse pequeno orifício circular rugoso com finalidade excretora tem recebido uma importância que beira a idolatria, afinal, tem homens preferindo morrer que deixá-lo ser tocado. Estamos falando de biologia aqui e, biologicamente falando, a única função dessa parte do corpo é por para fora aquilo do que seu corpo não precisa mais, obviamente é um trabalho importante! Pergunte a qualquer pessoa com prisão de ventre. Ele é a etapa final do processo de nutrição que começou no momento em que você pôs a comida na sua boca. Mas, quando foi definido que ter essa parte do corpo tocada por um profissional capacitado desqualificaria um homem de sua condição?
Uma mulher não se torna menos mulher quando precisa fazer o papanicolau, um exame extremamente invasivo e bem mais demorado que o de próstata, então, por quê a frescurinha? Eu sou jovem, ainda estou bem longe da idade com a qual esse exame é recomendado, e oro para que a medicina encontre outra forma segura e rápida de constatar esse maldito câncer o quanto antes toda vez que lembro que precisarei dele um dia. Entretanto, caso isso não ocorra, caso daqui a vinte anos esse bendito toque ainda seja necessário, não me esquivarei, não irei abrir mão de ter a oportunidade de passar mais tempo com as pessoas que eu gosto por causa de um bando de piadinhas.
E duvido que um amigo de verdade vá rir do outro quando descobrir que ele tem um câncer em estado avançado na próstata. Assim como não riria se ele tivesse câncer em qualquer outra parte do corpo, então, não menospreze essa doença, não pense que isso só acontece com os outros ou que você é imune a ela porque nunca houve um caso na sua família. A prevenção é a única arma disponível. E se você ainda acha que seu ânus é de ouro, fique sabendo que caso essa doença seja descoberta tardiamente o tratamento exige exames periódicos mensais, ou seja, por fugir de um toque você vai ser obrigado a receber toques periódicos.
Ass: Bruno Santos.
Fonte:
http://www.oncoguia.org.br/mobile/conteudo/exames-de-imagem-para-o-diagnostico-do-cancer-de-prostata/1203/289/
sábado, 14 de novembro de 2015
Voltando Para Casa - Parte III (ou Pó, Maconha e Haxixe!)
No caminho vou no contra-fluxo da multidão, são universitários, trabalhadores e universitários/trabalhadores em sua maioria, voltando para suas casas depois de um dia produtivo. Tiro as chaves do bolso um quarteirão antes da minha rua, parecer um morador é imprescindível, pois meu rosto ainda é pouco conhecido. Ao chegar no pé da escadaria ouço uma pergunta sendo gritada do alto do morro: "Pó, maconha ou haxixe?". Subo de cabeça baixa sem fazer movimentos bruscos e ignorando o que ouvi. Ao atravessar o portão percebo que o vendedor não desanima e segue oferecendo seus produtos a quem quer que passe: "Pó, pó, pó! Pó, maconha e haxixeeee!" ele grita, como um camelô qualquer em seu ponto de venda.
Me sinto sortudo por não precisar passar perto dele para chegar em casa, mas admito minha curiosidade. Gostaria de ser invisível (ou mais corajoso) por alguns minutos para passar entre aqueles jovens e olhar atentamente o rosto de cada um. Queria saber que idade eles têm, suas aparências e o que sonham.
Quando finalmente pisei dentro de casa, comecei a me questionar: Esse "mercado a céu aberto" é muito diferente dos leilões de escravos, que há 250 anos os ofereciam nas praças públicas como uma mercadoria? Ou seria essa apenas uma continuação daquela cena? Não seriam esses jovens bisnetos e tataranetos daqueles escravos que, ao serem “libertos” em 1888, acabaram vendo-se presos a uma situação de extrema pobreza, abandono e preconceito de uma sociedade que se negava a pagar pelo trabalho de alguém que a alguns anos nem gente era? Não seriam esses jovens a descendência daquele povo de pele escura que em busca de um pedaço de chão para chamar de seu subiu os morros? Jovens herdeiros do analfabetismo, do medo e do sentimento de inferioridade, que agora encontram no tráfico uma oportunidade de alcançarem os padrões de vida inalcançáveis que a novela das nove mostra. Menores infratores que querem ter as roupas de marca, o celular, o tênis e a pele branca do garoto de classe média que faz cooper no "calçadão" de Icaraí. Alguns dizem: "Mas se ele trabalhar e juntar dinheiro ele vai poder comprar ", "Também existe branco pobre e bandido, isso não é desculpa" ou ainda "Brancos e negros têm a mesma capacidade intelectual, se o garoto negro e pobre estudar e o branco não, o negro passará no vestibular e o branco não".
Respeito os argumentos, mas não preciso concordar, até porque os dados não concordam e, segundo os dados, 54,9% da população do Brasil é parda ou negra e, mesmo assim, apenas 8,8% dos graduados em curso superior são negros. Querem que eu acredite que os outros negros são preguiçosos e não tiveram força de vontade para estudar? Certo! Eu vou dizer o que eles NÃO tiveram: uma escola que os ajudasse a desenvolver seu potencial, merenda, professores bem remunerados (que não precisassem fazer greve) e, principalmente, eles não tiveram fé em sí mesmos.
Que as favelas são as atuais senzalas, não é difícil perceber, afinal, de onde vem a mão de obra que enriquece os burgueses, donos dos meios de produção? E o que é o tráfico se não uma armadilha fantasiada de quilombo, que promete liberdade, mas acaba aprisionando mais? Promete aos jovens dinheiro e poder, mas os faz reféns das comunidades, do onde não podem sair se não presos ou ensacados.
E enquanto isso os porteiros, motoristas de ônibus, PMs, vendedores de água e lixeiros, moradores de comunidades e de bairros pobres, garantem a manutenção da qualidade de vida dos empresários, juízes e deputados, esperam pelas migalhas que o governo mandará para poderem subsistir. Seriam então as cotas raciais a solução definitiva para a desigualdade na educação brasileira? De forma alguma, mas é melhor do que nada! Porque tem sido a forma de inserir os negros em um serviço público ao qual eles não estavam tendo acesso. Jovens infratores devem ficar sem punição por seu crimes? Claro que não! Mas não seria mais lógico olhar para esses jovens, dando-lhes o auxílio necessário, antes que eles entrassem para a vida do crime? E, se entrarem, que a intenção das instituições não seja punir por punir e sim educar, dar uma nova perspectiva, mostrar que existem outras opções e que elas são alcançáveis.
Aquele jovem na boca de fumo poderia ser eu, se eu não tivesse recebido de minha família (porque do governo não recebi nada!) todo o incentivo e estrutura necessários. Se eu não tivesse visto tantos jovens morrerem e percebido que essa vida de crime não valia a pena. Se eu não tivesse recebido uma formação cristã que me ensina a fugir de tudo aquilo que me aprisiona e que a verdadeira liberdade eu só encontro em Jesus. Mas, quando eu vejo (ou ouço) um traficante e me omito de meu papel de mostrar para ele que existe um outro caminho, que tipo de cristão eu estou sendo? Quando vejo um mendigo e atravesso a rua, eu estou sendo mais humano que ele? Quando vejo um grupo de jovens negros e acredito que eles sejam dignos do meu medo, que tipo de pessoa eu sou? Sou fruto daquilo que a sociedade me ensina. Eu, um negro, que aprendi desde pequeno que os negros nas novelas constituem sempre o núcleo pobre, são perigosos, de cabelo “duro” e nariz largo demais.
Eu, que durante uma parte da infância, ao ouvir a típica pergunta: "O que você quer ser quando crescer?" cheguei a responder algumas vezes "Branco". Agora busco uma metanóia que me ajude a me libertar das imposições sociais e esteriótipos desse país. Tento vencer pelo meu próprio esforço (deixando bem claro que não defendo a meritocracia), contrariando as estatísticas. Tento ser um jovem negro, universitário que não estará entre os outros negros que são 77% das vítimas de homicídio. E enquanto isso, aquele jovem continuará no topo da escadaria, esperando os filhos dos empresários, juízes e deputados que sobem o morro para comprarem pó. “Pó, maconha e haxixe."
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Juntando as Diferenças
terça-feira, 27 de outubro de 2015
O Lado Bom.
Ser blogueiro não é exatamente um Céu, principalmente quando você está em estado de anonimato e é comprometido. Não que fazer um blog seja complicado, qualquer um pode fazer um blog, mas fazer um com conteúdo é diferente.
Quando se esta no anonimato você posta para sí mesmo e para alguns poucos amigos mais íntimos, sente que muitas pessoas que precisam daquelas palavras não as encontrarão, ou ainda que, mesmo que outro alguém mande um link, ele não será aberto. Ser comprometido significa mudar sua forma de ver o mundo, transformar tudo ao seu redor em um texto em potencial, seja a notícia que leu no jornal ou o "bom dia" recebido.
Isso atrapalha porque te faz fazer coisas bobas como acordar mais cedo ou dormir mais tarde pra escrever um texto, ou os dois, mesmo sabendo da possibilidade dele nunca ser lido por ninguém e ainda deixar de estudar uma matéria que você precisa para pesquisar sobre o assunto de um texto, mas uma das coisas que mais atrapalha é usar o curto tempo no qual você poderia estar namorando mostrando seus textos para a namorada na esperança que ela corrija seus erros ortográficos e gramaticais te impedindo de ser tachado de analfabeto ou plagiador.
Mas, ser blogueiro também tem seu lado bom, por exemplo, a possibilidade de usar um texto do seu blog para desejar um Feliz Aniversário para a sua namorada, dizer que ela é a sua maior inspiração e que se não fosse por ela nenhuma dessas linhas teria sido escrita. Poder dizer em público que ela é a melhor editora, produtora e conselheira que você poderia conseguir e que é grato por todas as mudanças que ela fez, não apenas naquilo que você já escreveu, mas em tudo que você já sentiu ou pensou um dia.
Você pode usar um parágrafo inteiro para puxar o saco dela dizendo que ela é linda, inteligente, carinhosa, atenciosa, responsável, que ela te da muito orgulho por sua trajetória de vida e que você mal pode esperar para poder unir suas trajetórias e passar a ser um só com ela. Pode usar um espaço para pedir a Deus que abençoe todos os sonhos, projetos e ambições do seu coração lhe dando garra e coragem para vencer todos os obstáculos e chegando do outro lado do vale das dificuldades alguém com ainda mais fibra e com o coração ainda maius puro.
Enfim, ser blogueiro tem seu lado bom, mas, esse lado bom é ainda melhor quando se tem Caroline Macedo ao seu lado. E essa é, sempre foi e continuará sendo a Minha (e apenas minha) Humilde Opinião.
Ass: Bruno Santos
Objetificação da mulher, primeira etapa da violência (Redação do Enem 2015)
A violência é um resquício primitivo no ser humano moderno que o acompanha ao longo dos séculos e não parece estar próximo de ser abandonado, entretanto quando essa violência é manifestada por um homem contra uma mulher ela tem raízes diferentes das de sobrevivência ou proteção de um território/bem que os homens das cavernas possuíam.
No Brasil essa violência teve seus primeiros registros com a chegada dos portugueses. Por não estarem habituados a ausência das roupas das indiana e terem ficado tanto tempo no mar sem sequer verem uma fêmea da própria espécie, acabaram encontrando nas índias uma chance de satisfazer seus desejos, e nesse momento consideraram o consentimento delas dispensável.
Vendo que esses abusos atrapalhavam na relação entre os povos, os portugueses procuraram as escravas como uma alternativa. Por serem tidas como um patrimônio elas eram privadas do direito de dizer não e logo esta prática se tornou comum, mesmo entre os homens casados que deixavam suas esposas na Casa Grande para irem dormir na senzala. Com o passar dos anos não apenas a mulher negra, a famosa mulata, como também a mulher brasileira acabou se inserindo no imaginário, não apenas nacional, mas mundial, como um símbolo de sensualidade.
Como herança disso, vivemos no país um quadro de super objetificação da mulher que não apenas é levada a expor seu corpo tal como se expõe peças de carne nas vitrines dos açougues, como também tem inserido em sí um sentimento de inferioridade em relação aos homens. Mesmo após tantos anos elas continuam tento seu intelecto subjugado em detrimento de sua aparência física e sofrendo variados e cruéis tipos de assédios, independentemente de já terem representantes entre os cientistas, presidentes e ganhadores do Prêmio Nobel.
A Lei Maria da Penha foi um grande avanço do Brasil na proteção a suas mulheres, mas é preciso mais que punir, é preciso conscientizar, mostrar nas escolas as figuras femininas que fizeram história e provar que gênero humano tem igual valor em ambos os sexos.
Ass: Bruno Santos
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quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Natural, mas nem tanto.
Um dia desses assisti uma matéria que falava sobre um país da América do Sul, que faz fronteira com o Brasil onde a maconha é liberada para venda em locais especializados e para plantio nas residências. Os produtores caseiros que cultivam para consumo próprio afirmavam que a qualidade da erva que eles adquirem é muito superior a que é vendida pelo tráfico, já que vem sem impurezas e apenas com flores selecionadas (o barato não vem das folhas e sim da flor da Canabis).
Depois dessa matéria fui levado a uma reflexão: esse povo tem maior controle e entendimento sobre a qualidade das drogas que eles usam do que eu sobre a batata que eu como. Quando eu vou no mercado comprar legumes e encontro todos em suas respectivas posições no mostruário eu não tenho como saber de onde eles vieram, quanto tempo fizeram de viagem, a quanto tempo foram colhidos, quem produziu, que tipo de adubo ou agrotóxico foi utilizado. Nem sei se aquele vegetal é um trangênico, apesar das probabilidades gritarem que sim. Dai um produto que até então eu comia (gostando ou não) por achar que me faz bem, se torna um inimigo em potencial.
Não é de hoje que nós estamos comendo veneno de inseto. Mas, faz bem pouco tempo que começamos a nos preocupar com as consequências desses hábitos alimentares. O avanço no acesso à informação contribuiu bastante para isso. Em 1999, uma pesquisa na Inglaterra constatou o aumento de 50% de alergia a produtos à base de soja. E se me permitem dizer algo curioso sobre a soja, as formigas com quem divido quarto se negam a consumir produtos a base dela. Se eu deixar um copo com uma gota de água sobre a mesa elas atacam, mas se eu deixar um copo cheio de leite de soja elas nem se aproximam. Você realmente acha que não está comento/bebendo inseticida?
Além do aumento de alergias, o consumo de alimentos transgênicos está aumentando a resistência de organismos aos antibióticos, devido a inserção de genes de bactérias com essa característica. Está também ocasionando o aumento das substâncias tóxicas em nosso organismo, já que existem plantas e micróbios que possuem essas substâncias para se defenderem de seus inimigos naturais, (sendo que na maioria das vezes, elas não fazem mal ao ser humano) no entanto, se o gene de uma dessas plantas ou micróbios for inserido em um alimento, é possível que o nível dessas toxinas aumente muito.
E ainda, com a inserção de genes de resistência a agrotóxicos em certos produtos transgênicos, as pragas e as ervas-daninhas desenvolvem a mesma resistência, tornando-se "super-pragas" e "super-ervas". Consequentemente, haverá necessidade de aplicação de maiores quantidades de veneno nas plantações, o que representa maior quantidade de resíduos tóxicos nos alimentos que nós consumimos.
Hoje em dia o controle sobre o que ingerimos é dificultado, tanto pela falta de conhecimento sobre a procedência quanto pelos altos custos de alimentos orgânicos, mas, manter hábitos de higiene no preparo dos alimentos pode fazer diferença. E apesar de tudo isso, acredite, entre parar de comer vegetais ou comer vegetais transgênicos, escolha comer, pois eles ainda contém nutrientes necessários ao seu corpo. Mas essa é apenas a Minha Humilde Opinião.
Ass: Bruno Santos
Fonte:
http://www.idec.org.br/consultas/dicas-e-direitos/saiba-o-que-sao-os-alimentos-transgenicos-e-quais-os-seus-riscos
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