quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Superstição X Tradição

    Segundo o Minidicionário Larousse¹ a palavra "Tradição" significa: s.f. (do lat. traditio). 1. Ato ou efeito de transmitir, entregar. 2. Transmissão, sobretudo oral, de lendas, fatos etc., de geração a geração: tradição brasileira. 4. Transmissão oral ou escrita de valores espirituais; o conjunto desses valores.
     Ou seja, tradições são aquelas coisas que sua família ou comunidade sempre fez e por nostalgia ou por não conseguir pensar em nada melhor você acaba repetindo. Isso não é uma coisa ruim, na verdade isso cria identidade e ajuda a ligar gerações.
     Entretanto, precisamos saber diferenciar Tradição de Superstição e se existe um bom momento para enchergar essa diferença é o fim de ano. A receita de rabanada da sua tataravó que continua sendo feita e apreciada pela família é uma tradição, pois ela, por sí só, tem um significado que conecta a família.
     Por outro lado, aquela sopa de lentilhas que te oferecem dizendo que vai te ajudar a ganhar dinheiro é uma superstição. Você pode comer 500 quilos de lentilha, mas se você não trabalhar vai continuar pobre e ainda pode ter sérios problemas de saúde por causa do excesso. Neste caso o prato nem possui tanta importância, funciona apenas como um “amuleto” que pode ser facilmente substituído.
    No dia 31/12 eu estarei vestido de branco. Seria porque eu acho que isso vai fazer os policiais pararem de matar pobres, o ISIS parar de matar cristãos ou os "Iluminatis" pararem de tramar conspirações globais? Não! Eu estarei vestido de branco por tradição e ao longo do ano tentarei fazer o que estiver ao meu alcance para que a vida seja melhor.
    As tradições de hoje podem se tornar superstições amanhã, mas, a nossa responsabilidade sobre o rumo de nossas vidas não pode se tornar uma crendice cega em pulos sobre ondas ou cores de roupas de baixo. Se queremos um ano de paz devemos trabalhar por um. Se queremos prosperidade devemos investir em nossos dons e sonhos (se seu sonho não for ganhar na mega da virada).
     O ano de 2016 pode ser melhor, mas, ele não terá só partes boas, porque nem sequer um dia de nossas vidas tem só partes boas, imagina 365!? Seja como for, precisamos ser melhores, pois o ano é apenas uma sequência de dias que os humanos contam, por profissão ou por vício, mas a sua vida é feita de pequenos momentos. E essa é apenas a Minha Humilde Opinião.

Ass: Bruno Santos

Fonte: ¹Minidicionário Larousse de Língua Portuguesa. São Paulo: Editora Lafonte, 2009. Pág. 811.

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Um CURSO à Sua Vida.

     Então, chegamos nessa época do ano cheios de expectativas. E não estou falando isso por conta das estréias no cinema ou pelo processo de impeachment da presidenta Dilma, a “descobridora” da Mulher Sapiens.
    Essa expectativa vem dos estudantes que consideram essa a melhor parte do ano, que é quando eles não precisam mais estudar, porque o ENEM já passou, e ainda não precisam estar estudando as disciplinas específicas de suas respectivas faculdades, já que ainda não foram aprovados em nenhuma. Esse é o tempo de rever os amigos que acharam que você tinha sido abduzido. De colocar o bronzeado em dia ou por as séries e desenhos em dia, ai varia de caso para caso. Tempo de tirar o pó daquele livro que você comprou sabendo que não iria começar tão cedo por ter pilhas de apostilas, propostas de redações e provas antigas para ler.
    Mas, além disso tudo, esse é o tempo para pensar: O que diabos eu vou fazer depois que passar pra faculdade? Sim amigos, se você achou sacrificante seu esforço para conseguir uma vaga, se prepare para a luta diária que será mantê-la. Entretanto, esse texto não é sobre as dificuldades da vida de um universitário, esse texto é sobre escolhas que poderão mudar o ruma da sua vida. Para melhor ou pior: te fazer ser rico e bem sucedido (tendo em mente que estas duas são coisas diferentes e não necessariamente fazem parte do mesmo pacote) ou te causar frustração e arrependimento (o que não significa que você não irá ganhar dinheiro ou ser bem sucedido).
    Quando você pensa no curso que pretende fazer, você leva em conta quais serão seus ganhos monetários ou o quão realizado pessoalmente você se sentirá por exercer essa profissão? Percebo que as pessoas passam mais tempo tentando ficar ricas que tentando ser felizes, quando na verdade existem centenas de ricos por ai que não são felizes e enfrentam relacionamentos vazios e amizades condicionadas ao status. Percebo pessoas adiando seus sonhos e desejos, sempre se colocando em segundo plano ao invés de serem protagonistas de suas histórias.
    Se deixam levar pelo que dizem as pesquisas sobre as profissões em alta no mercado sem se darem conta que são as pessoas que criam o mercado e que elas são altamente imprevisíveis. Quem poderia imaginar que uma "paleta mexicana" pudesse ser um negócio tão bom? E as "Açaiterias" que brotam por todo canto? Quem diria que uma ideia tão simples pudesse dar tanto retorno? E quem um dia imaginou que gravar e postar vídeos no YouTube poderia ser uma profissão? Uma ideia boa, empenho e dedicação fazem pessoas que só cursaram o primário arrecadarem fortunas que apenas serão administradas por pessoas que estavam na faculdade sonhando com a própria riqueza.
    Não que isso seja uma regra. Mas, nos faz pensar: será que não vale mais a pena correr atrás de um(a) sonho/ideia do que passar anos cursando uma faculdade que "dá dinheiro" para no fim das contas ter um emprego no qual vai ter um chefe te dizendo o que fazer? Levando em conta que não necessariamente este chefe será alguém mais instruído que você, podendo ser simplesmente alguém que está lá a mais tempo e por isso ganhou a confiança da empresa/orgão/ organização/instituição.

"Escolha um trabalho de que gostes e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida." Confúcio

    Enfim, o que eu quis te mostrar nesse pequeno texto é que você deve escolher seu curso, não pelo quanto você quer ganhar, mas sim pelo quão feliz você deseja ser. Se você se sente feliz fazendo poesia e é bom nisso, investir nessa carreira pode te trazer retorno financeiro. Se você é um bom contador de piadas pode fazer isso profissionalmente e ganhar bem por isso. Se você odeia ver sangue, usar gravata ou fazer contas não deve ser médico, advogado ou engenheiro só para satisfazer seus pais, eles já tem as próprias frustrações. Sonhe alto, acredite em você e lembre que toda essa baboseira aqui encima é apenas a Minha Humilde Opinião. Se você não voltar mais por aqui Feliz Natal, Próspero Ano Novo e que a Força esteja com você!

Ass: Bruno Santos

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sábado, 19 de dezembro de 2015

Aniversário


     Desde a minha infância eu já achava essa história de aniversário bem estranha, na verdade eu não entendia se eu merecia um presente simplesmente pelo fato de ter nascido ou se as pessoas me davam presentes como recompensas por eu ter conseguido sobreviver por mais um ano nesse mundo doido. O ato de ficar mais velho começa na concepção e só sessa após a morte, estar vivo já deveria ser o suficiente. Por quê se preocupar com a quanto tempo?
     As vezes acho que o excesso de preocupação com a idade faz com que as pessoas percam bons momentos na vida. Sempre dizendo que são velhas demais ou novas demais para fazer algo, como se a vida fosse um parque e você tivesse um passe com um prazo pra passar nos brinquedos e depois de uma certa hora seu passe perdesse a validade, mas você não tivesse dinheiro para comprar os ingressos normais e continuar nos brinquedos, então suas únicas opções seriam ficar no parque só para observar os outros brincarem ou ir embora de uma vez. Eu já ví idosos serem olhados com estranheza por outras pessoas ditas "jovens" por quererem realizar um sonho, como voltar aos estudos, se exercitar, mudar de profissão ou se casar. 
     Os seres humanos não são produtos com prazo de validade, "enquanto à vida, à esperança", enquanto houver movimento, haverá calor. Como diria Roberto Bolanios(vulgo Chaves), "Existem jovens de oitenta e tantos anos e também velhos de apenas vinte e três, porque a idade não significa nada e a juventude volta sempre outra vez". Até o quarto século, o cristianismo rejeitava a celebração de aniversário natalício, pois o consideravam como um costume pagão. Se formos parar para pensar, o aniversário mais famoso do mundo, que é celebrado em diversos países, das formas mais diversas, nada mais é que uma data escolhida para se celebrar algo que só Deus sabe quando aconteceu. 
     O dia 25 de Dezembro era o dia em que os pagãos celebravam o dia do deus sol, o dia mais longo do ano, onde se tinham festas e oferendas afim de conseguir uma boa colheita no ano seguinte. A igreja não podia deixar o povo sob as influências do paganismo depois de ter encontrado Jesus, mas o povo não queria abrir mão de uma festança. E quem abriria? A solução? Pegamos a festa do rei sol e transformamos na festa do Rei dos Reis, Jesus Cristo. O povo sabia que era uma data inventada, mas ganhou uma festa, quem reclamaria? O tempo passou, as tradições se incorporaram a cultura cristã e hoje em dia temor símbolos pagãos como árvores enfeitadas e guirlandas até mesmo dentro das igrejas.
     Se formos analisar cuidadosamente, veremos que nenhum personagem bíblico festeja uma data como sendo a de seu nascimento, a não ser os faraós ou imperadores, isso se explica no excesso de adulações ao aniversariante, o que era tido como um exemplo de idolatria, que mesmo que fosse por um único dia, tiraria Deus do centro das atenções. Hoje em dia já temos a internet para esse fim, então, acho que uma festinha não faz mal. Mas você sabe a origem das tradições que cercam essa comemoração?
     "As festas de aniversários natalícios começaram anos atrás na Europa. As pessoas criam em espíritos bons e maus, às vezes chamados de fadas boas e más. Todos temiam que esses espíritos prejudicassem o aniversariante, de modo que ele ficava cercado de amigos e parentes, cujos votos de felicidade, e sua própria presença, o protegeriam contra os perigos desconhecidos que o aniversário natalício apresentava. Dar presentes resultava em proteção ainda maior. Uma refeição em conjunto fornecia uma proteção adicional e ajudava a trazer as bênçãos dos espíritos bons. Portanto, a festa de aniversário natalício destinava-se originalmente a proteger a pessoa do mal e garantir que tivesse um bom ano". (Trecho do livro: A Origem das Coisas)
     Ganhar presentes devido um evento que ocorre com periodicidade anual pode não proteger do mal, propriamente dito, mas ajuda todo mundo a se sentir mais querido. O mais importante entretanto, não são os presentes, não é a idade, mas sim a felicidade de se dar conta que se esta vivo, cercado de pessoas que te querem bem e com quem você pode contar, tenham elas dinheiro para te dar um presente ou não, mas essa é apenas a Minha Humilde Opinião.
Ass: Bruno Santos
Postado em: 08/08/2014
Fonte: http://pt.m.wikipedia.org/wiki/Anivers%C3%A1rio

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sábado, 28 de novembro de 2015

Pátria Educadora Não Fecha Biblioteca.

     Nosso país vive uma crise, não apenas financeira, mas também política, ideológica, moral e educacional. Nessas situações é comum que atitudes impopulares sejam tomadas, atitudes que naquele momento não fazem sentido, mas que, apenas alguns anos depois, através dos livros de História, saberemos se foram as mais acertadas ou as piores possíveis. Entretanto, a meu ver, o caso sobre o qual esse texto trata, desde já é um erro inquestionável.
     Uma dona de casa que nota o aumento no preço dos alimentos pode buscar alternativas, tentar optar por ingredientes mais acessíveis, diversificar, mas não deixará sua família com fome por economia. Se um pai consciente percebe que o preço dos materiais escolares aumentou pode pesquisar mais, ir a outras lojas, tentar barganhar, talvez abrir mão das marcas famosas, mas não tirará seus filhos da escola.   Essas são conclusões óbvias, afinal, existem necessidades básicas que precisam ser atendidas. Isso é uma questão de prioridades, mas na contramão desse raciocínio lógico o Governo do Estado do Rio de Janeiro tentou fechar uma rede de bibliotecas (o conjunto de Bibliotecas Parque do qual fazem parte a Biblioteca de Manguinhos a C4, a Biblioteca Parque da Rocinha e a Biblioteca Pública de Niterói) e demitir seus funcionários como parte de sua política de corte de custos. Que tipo de Pátria Educadora é essa?
     Esse texto procura vir em defesa mais específica à Biblioteca Pública de Niterói, já que esta, esse ano, foi um destino mais que procurado por mim. Ela é uma das mais importantes bibliotecas do estado, foi inaugurada no começo do século XX e desde então ela vem servindo a população com seu acervo que atualmente conta com cerca de 60 mil itens, incluindo livros, jornais, revistas, enciclopédias, biografias, DVDs, músicas digitalizadas, equipamentos em Braile, filmes e uma parte que muito me interessa que são os quadrinhos e mangás. A biblioteca também conta com computadores para acesso de usurários cadastrados e com uma rede de Wi-fi que pôs alguns dos meus textos on-line. É um ambiente agradável e aconchegante que abriga uma equipe de funcionários competentes e altamente solícitos.
     A BPN foi reinaugurada em julho de 2011 após cuidadosa e demorada obra, que fez com que esse espaço não fizesse parte da minha adolescência no Liceu Nilo Peçanha, colégio onde cursei o ensino médio e que me concedia uma visão privilegiada de um prédio que não me atendia em nada e que para mim parecia só mais um casarão abandonado, uma rugosidade urbana. Por isso, para suprir minhas necessidades literárias, precisava caminhar até a biblioteca do SESC Niterói. Um lugar que possui um acervo bem menor, mas nem por isso deixa de ser uma fonte de conhecimento. Todavia, gostaria de ter tido naqueles tempos esse espaço com exibições individuais de filmes, saraus de poesia, shows de música e leituras dramatizadas do qual os jovens dispõe agora. Mas, não adianta chorar pelo passado, temos é que zelar pelo futuro!
     Entretanto, não um futuro tão distante como pode se pensar quando se fala em futuro. Ví com alívio a notícia que dizia que a prefeitura de Niterói repassará recursos complementares até dezembro de 2016 para manter  a instituição funcionando, o que mantém seus usuários e funcionários tranquilos por cerca de um ano. Mas, uma dúvida fez com que uma dorzinha discreta, um tipo de pressão, se instalasse entre os meus olhos. E depois de 2016? E aliás, por quê estabelecer uma data para o fim desse "auxílio" a BPN? Bem meus queridos, a resposta que me ocorreu é uma velha conhecida nossa: ANO QUE VEM TEM ELEIÇÃO!
     Este é o mesmo motivo que fez com que ruas fossem milagrosamente asfaltadas as pressas e a polícia começasse a querer mostrar serviço em outros anos, mas nesse, foi o motivo pelo qual tem brotado praças por Niterói, o motivo pelo qual o Horto foi inaugurado, mesmo antes de estar realmente pronto e o que levará o Getulinho (ou Hospital Getulio Vargas Filho) a ter suas obras concluídas com máxima urgência. Como se não fosse urgente desde o princípio. Essa importante emergência pediátrica que atendia não apenas toda a população de Niterói, mas também grande parte de São Gonçalo está fechada a mais de três anos. Devido as obras, atualmente presta atendimentos emergenciais em um hospital de campanha montado na garagem.
     Como eleitores, devemos nos pronunciar sobre essas situações, mas não precisamos esperar as urnas para isso. Afinal, os políticos serão sempre os mesmos se o povo não mudar. Vamos usar nossos recursos, encher a caixa de e-mail do Rodrigo Neves, vamos nos manifestar nas redes sociais em defesa da BPN e lembrar que o dinheiro que a mantém aberta é a dos NOSSOS impostos e que nós queremos ter participação na escolha de seu destino. Mas essa, é apenas a Minha Humilde Opinião. Aproveito ainda para dizer que hoje, dia 28/11/2015, estive na biblioteca e ela se encontrava fechada.

Ass: Bruno Santos
Agradecimentos especiais pela colaboração de: Caroline Macedo.

Fontes:

http://googleweblight.com/?lite_url=http://www.cultura.rj.gov.br/espaco/biblioteca-publica-de-niteroi

http://googleweblight.com/?lite_url=http://www.ebc.com.br/cultura/2015/11/prefeituras-do-rio-e-de-niteroi-vao-assumir-custos-para-manter-bibliotecas

Biblioteca medicina uff

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Um Dedo de Prosa.


    O que faz de um homem, UM HOMEM? O que faz dele essa figura poderosa que vem liderando a sociedade patriarcal e machista há séculos? Que por gerações fez com que a mulher acreditasse que é o sexo mais fraco?
    Quando você vê um bebê recém nascido com roupinhas brancas, consegue dizer de cara se é menino ou menina? Ou precisa perguntar? Pêlos grossos no corpo, ombros largos, cintura quadrada, ausência de seios, são características do corpo masculino (ou da maioria). Mas não existem mulheres com essas características? Talvez não todas juntas, mas uma ou outra ao menos? Genes não são visíveis a olho nú. Quem pode apontar um XY ou XX na rua sem avaliar outros componentes físicos? Mais uma vez eu pergunto: "O que faz de um homem, UM HOMEM"? Bem, seja lá o que for, não tem nada a ver com um exame médico de rotina, nem mesmo o de próstata.
    "Os homens que querem ser rastreados devem realizar o PSA (antígeno prostático específico) no sangue. O toque retal também pode ser realizado como parte do rastreamento. O toque retal é menos eficaz que o PSA, mas às vezes pode detectar o câncer em homens com níveis de PSA normais, razão pela qual é realizado para o rastreamento do câncer. O exame de toque retal também é utilizado para determinar se o tumor pode vir a se disseminar para os tecidos vizinhos, e para detectar recidivas após o tratamento. No exame de toque retal o médico introduz um dedo, com luva lubrificada no reto para sentir a superfície da próstata que possa ser suspeita de câncer. Como a próstata está localizada na frente do reto, e a maioria dos cânceres de próstata começa na parte posterior da glândula, é possível sentir o tumor durante o exame de toque retal. Este não é doloroso."
     O ânus, esse pequeno orifício circular rugoso com finalidade excretora tem recebido uma importância que beira a idolatria, afinal, tem homens preferindo morrer que deixá-lo ser tocado. Estamos falando de biologia aqui e, biologicamente falando, a única função dessa parte do corpo é por para fora aquilo do que seu corpo não precisa mais, obviamente é um trabalho importante! Pergunte a qualquer pessoa com prisão de ventre. Ele é a etapa final do processo de nutrição que começou no momento em que você pôs a comida na sua boca. Mas, quando foi definido que ter essa parte do corpo tocada por um profissional capacitado desqualificaria um homem de sua condição?
    Uma mulher não se torna menos mulher quando precisa fazer o papanicolau, um exame extremamente invasivo e bem mais demorado que o de próstata, então, por quê a frescurinha? Eu sou jovem, ainda estou bem longe da idade com a qual esse exame é recomendado, e oro para que a medicina encontre outra forma segura e rápida de constatar esse maldito câncer o quanto antes toda vez que lembro que precisarei dele um dia. Entretanto, caso isso não ocorra, caso daqui a vinte anos esse bendito toque ainda seja necessário, não me esquivarei, não irei abrir mão de ter a oportunidade de passar mais tempo com as pessoas que eu gosto por causa de um bando de piadinhas.
    E duvido que um amigo de verdade vá rir do outro quando descobrir que ele tem um câncer em estado avançado na próstata. Assim como não riria se ele tivesse câncer em qualquer outra parte do corpo, então, não menospreze essa doença, não pense que isso só acontece com os outros ou que você é imune a ela porque nunca houve um caso na sua família. A prevenção é a única arma disponível. E se você ainda acha que seu ânus é de ouro, fique sabendo que caso essa doença seja descoberta tardiamente o tratamento exige exames periódicos mensais, ou seja, por fugir de um toque você vai ser obrigado a receber toques periódicos.

Ass: Bruno Santos.

Fonte:
http://www.oncoguia.org.br/mobile/conteudo/exames-de-imagem-para-o-diagnostico-do-cancer-de-prostata/1203/289/

sábado, 14 de novembro de 2015

Voltando Para Casa - Parte III (ou Pó, Maconha e Haxixe!)

    Mais uma vez estou voltando para casa. Não para a mesma casa, mas ainda para um lugar esquecido pelas autoridades (in)competentes que só se lembram que os pobres existem quando estes matam ou são mortos. Morrer garante um ano na memória popular, matar garante uma manchete e com "sorte" umas citações vez ou outra.
    No caminho vou no contra-fluxo da multidão, são universitários, trabalhadores e universitários/trabalhadores em sua maioria, voltando para suas casas depois de um dia produtivo. Tiro as chaves do bolso um quarteirão antes da minha rua, parecer um morador é imprescindível, pois meu rosto ainda é pouco conhecido. Ao chegar no pé da escadaria ouço uma pergunta sendo gritada do alto do morro: "Pó, maconha ou haxixe?". Subo de cabeça baixa sem fazer movimentos bruscos e ignorando o que ouvi. Ao atravessar o portão percebo que o vendedor não desanima e segue oferecendo seus produtos a quem quer que passe: "Pó, pó, pó! Pó, maconha e haxixeeee!" ele grita, como um camelô qualquer em seu ponto de venda.
    Me sinto sortudo por não precisar passar perto dele para chegar em casa, mas admito minha curiosidade. Gostaria de ser invisível (ou mais corajoso) por alguns minutos para passar entre aqueles jovens e olhar atentamente o rosto de cada um. Queria saber que idade eles têm, suas aparências e o que sonham.
   Quando finalmente pisei dentro de casa, comecei a me questionar: Esse "mercado a céu aberto" é muito diferente dos leilões de escravos, que há 250 anos os ofereciam nas praças públicas como uma mercadoria? Ou seria essa apenas uma continuação daquela cena? Não seriam esses jovens bisnetos e tataranetos daqueles escravos que, ao serem “libertos” em 1888, acabaram vendo-se presos a uma situação de extrema pobreza, abandono e preconceito de uma sociedade que se negava a pagar pelo trabalho de alguém que a alguns anos nem gente era? Não seriam esses jovens a descendência daquele povo de pele escura que em busca de um pedaço de chão para chamar de seu subiu os morros? Jovens herdeiros do analfabetismo, do medo e do sentimento de inferioridade, que agora encontram no tráfico uma oportunidade de alcançarem os padrões de vida inalcançáveis que a novela das nove mostra. Menores infratores que querem ter as roupas de marca, o celular, o tênis e a pele branca do garoto de classe média que faz cooper no "calçadão" de Icaraí. Alguns dizem: "Mas se ele trabalhar e juntar dinheiro ele vai poder comprar ", "Também existe branco pobre e bandido, isso não é desculpa" ou ainda "Brancos e negros têm a mesma capacidade intelectual, se o garoto negro e pobre estudar e o branco não, o negro passará no vestibular e o branco não".
    Respeito os argumentos, mas não preciso concordar, até porque os dados não concordam e, segundo os dados, 54,9% da população do Brasil é parda ou negra e, mesmo assim, apenas 8,8% dos graduados em curso superior são negros. Querem que eu acredite que os outros negros são preguiçosos e não tiveram força de vontade para estudar? Certo! Eu vou dizer o que eles NÃO tiveram: uma escola que os ajudasse a desenvolver seu potencial, merenda, professores bem remunerados (que não precisassem fazer greve) e, principalmente, eles não tiveram fé em sí mesmos.
     Que as favelas são as atuais senzalas, não é difícil perceber, afinal, de onde vem a mão de obra que enriquece os burgueses, donos dos meios de produção? E o que é o tráfico se não uma armadilha fantasiada de quilombo, que promete liberdade, mas acaba aprisionando mais? Promete aos jovens dinheiro e poder, mas os faz reféns das comunidades, do onde não podem sair se não presos ou ensacados.
     E enquanto isso os porteiros, motoristas de ônibus, PMs, vendedores de água e lixeiros, moradores de comunidades e de bairros pobres, garantem a manutenção da qualidade de vida dos empresários, juízes e deputados, esperam pelas migalhas que o governo mandará para poderem subsistir. Seriam então as cotas raciais a solução definitiva para a desigualdade na educação brasileira? De forma alguma, mas é melhor do que nada! Porque tem sido a forma de inserir os negros em um serviço público ao qual eles não estavam tendo acesso. Jovens infratores devem ficar sem punição por seu crimes? Claro que não! Mas não seria mais lógico olhar para esses jovens, dando-lhes o auxílio necessário, antes que eles entrassem para a vida do crime? E, se entrarem, que a intenção das instituições  não seja punir por punir e sim educar, dar uma nova perspectiva, mostrar que existem outras opções e que elas são alcançáveis.
     Aquele jovem na boca de fumo poderia ser eu, se eu não tivesse recebido de minha família (porque do governo não recebi nada!) todo o incentivo e estrutura necessários. Se eu não tivesse visto tantos jovens morrerem e percebido que essa vida de crime não valia a pena. Se eu não tivesse recebido uma formação cristã que me ensina a fugir de tudo aquilo que me aprisiona e que a verdadeira liberdade eu só encontro em Jesus. Mas, quando eu vejo (ou ouço) um traficante e me omito de meu papel de mostrar para ele que existe um outro caminho, que tipo de cristão eu estou sendo? Quando vejo um mendigo e atravesso a rua, eu estou sendo mais humano que ele? Quando vejo um grupo de jovens negros e acredito que eles sejam dignos do meu medo, que tipo de pessoa eu sou? Sou fruto daquilo que a sociedade me ensina. Eu, um negro, que aprendi desde pequeno que os negros nas novelas constituem sempre o núcleo pobre, são perigosos, de cabelo “duro” e nariz largo demais.
    Eu, que durante uma parte da infância, ao ouvir a típica pergunta: "O que você quer ser quando crescer?" cheguei a responder algumas vezes "Branco". Agora busco uma metanóia que me ajude a me libertar das imposições sociais e esteriótipos desse país. Tento vencer pelo meu próprio esforço (deixando bem claro que não defendo a meritocracia), contrariando as estatísticas. Tento ser um jovem negro, universitário que não estará entre os outros negros que são 77% das vítimas de homicídio. E enquanto isso, aquele jovem continuará no topo da escadaria, esperando os filhos dos empresários, juízes e deputados que sobem o morro para comprarem pó. “Pó, maconha e haxixe."
Ass: Bruno Santos
Textos Anteriores:
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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Juntando as Diferenças



     Brasil, um país com tanta miscigenação, onde é praticamente impossível encontrar uma pessoa sem vestígios de DNA Afrodescendentes, no entanto, um país tão preconceituoso, racista. E quando eu chamo o país de racista, não estou falando que os brancos ou pardos do país são racistas, estou falando realmente de todos, até os negros tem preconceitos entre sí, e não podemos negar. 
     Os casos com maior repercussão na mídia foram os do goleiro Aranha que foi chamado de "macaco" por uma torcida na qual existiam vários negros e atualmente, o caso da atriz Tais Araújo que recebeu comentários racistas na foto de seu perfil em uma rede social. Sendo eu um representante da classe (negro), já recebi muitos olhares desconfiados, e já ví muitas senhoras apertando as bolsas contra o peito ao me ver chegar, e mesmo assim, na minha primeira (e única até hoje) tentativa de assalto fui abordado por um rapaz branco de cabelos loiros. Isso porque o caráter das pessoas não se mostra pela cor da pele.
     Hoje em dia, não é difícil encontrar pessoas negras com traços de DNA europeu ou oriental, assim como facilmente vemos casais caucasianos com filhos de aparência mestiça devido sua ascendência. Um pais onde não se pode distinguir a etnia de uma pessoa apenas com o olhar, já deveria estar livre de qualquer tipo de preconceito há décadas, porém, o brasileiro ainda não foi capaz de rasgar o véu das aparências que faz questão de dividir seres humanos em grupos. E não pense que são apenas grupos raciais ou sociais.
     Os roqueiros, os flamenguistas, os nerds, etc. Não passam de títulos criados pela sociedade para identificar os diferentes grupos de pessoas que gostam de diferentes tipos de música, times ou outros aspectos da cultura pop, esses grupos criaram um palavreado próprio, um estilo de vestuário e até hábitos que se divergem, entretanto em nada tem diminuída sua dignidade ou seu valor como pessoa. O esteriótipo que alega que uma jovem que se diverte ouvindo funk é de classe média baixa e mora em uma comunidade ou favela é tão falso como o que diz que toda loira é burra ou que mulher dirige mal. Mas como o homem teme o que não conhece, tudo que se apresenta como diferente se torna algo ameaçador e que deve ser contido.
     Sendo assim, podemos chegar a conclusão que, todo o ser humano faz parte de um grupo, que é discriminado por outro grupo, que por sua vez discrimina outro, ou até outros. Desta forma envolvendo todo ser humano em uma teia de preconceito sem fim, tornando finalmente todos iguais. Um bando de sem noção que acha que pode ser melhor que alguém. Imagine que um homem comum é tido como estranho por um que acha que ser normal é desperdício, esse seria tido como pooser por um homem declaradamente estranho, que por sua vez seria tido como alguém perigoso para os religiosos, que mais tarde seriam hostilizados pelos ateus de quem o homem normal procura não se aproximar para evitar ser hostilizado.
     Todos temos defeitos e qualidades, estes são adquiridos, ao longo da vida podemos muda-los com força de vontade, mas características, como cor da pele, ou naturalidade são imutáveis, não é justo julgar alguém por algo que a pessoa não optou ter, não é justo que isso se sobreponha a todas as escolhas que a pessoa já fez. Escolher ser honesto, sincero e amigo tem mais peso do que ser paulista ou carioca, loira ou morena, corintiano ou santista, isso você não escolhe, mas essa, é apenas a Minha Humilde Opinião.

Ass: Bruno Santos
Postado em 06/09/2014 Modificado em 03/11/2015


terça-feira, 27 de outubro de 2015

O Lado Bom.

     Ser blogueiro não é exatamente um Céu, principalmente quando você está em estado de anonimato e é comprometido. Não que fazer um blog seja complicado, qualquer um pode fazer um blog, mas fazer um com conteúdo é diferente.
     Quando se esta no anonimato você posta para sí mesmo e para alguns poucos amigos mais íntimos, sente que muitas pessoas que precisam daquelas palavras não as encontrarão, ou ainda que, mesmo que outro alguém mande um link, ele não será aberto. Ser comprometido significa mudar sua forma de ver o mundo, transformar tudo ao seu redor em um texto em potencial, seja a notícia que leu no jornal ou o "bom dia" recebido.
     Isso atrapalha porque te faz fazer coisas bobas como acordar mais cedo ou dormir mais tarde pra escrever um texto, ou os dois, mesmo sabendo da possibilidade dele nunca ser lido por ninguém e ainda deixar de estudar uma matéria que você precisa para pesquisar sobre o assunto de um texto, mas uma das coisas que mais atrapalha é usar o curto tempo no qual você poderia estar namorando mostrando seus textos para a namorada na esperança que ela corrija seus erros ortográficos e gramaticais te impedindo de ser tachado de analfabeto ou plagiador.
     Mas, ser blogueiro também tem seu lado bom, por exemplo, a possibilidade de usar um texto do seu blog para desejar um Feliz Aniversário para a sua namorada, dizer que ela é a sua maior inspiração e que se não fosse por ela nenhuma dessas linhas teria sido escrita. Poder dizer em público que ela é a melhor editora, produtora e conselheira que você poderia conseguir e que é grato por todas as mudanças que ela fez, não apenas naquilo que você já escreveu, mas em tudo que você já sentiu ou pensou um dia.
     Você pode usar um parágrafo inteiro para puxar o saco dela dizendo que ela é linda, inteligente, carinhosa, atenciosa, responsável, que ela te da muito orgulho por sua trajetória de vida e que você mal pode esperar para poder unir suas trajetórias e passar a ser um só com ela. Pode usar um espaço para pedir a Deus que abençoe todos os sonhos, projetos e ambições do seu coração lhe dando garra e coragem para vencer todos os obstáculos e chegando do outro lado do vale das dificuldades alguém com ainda mais fibra e com o coração ainda maius puro.
     Enfim, ser blogueiro tem seu lado bom, mas, esse lado bom é ainda melhor quando se tem Caroline Macedo ao seu lado. E essa é, sempre foi e continuará sendo a Minha (e apenas minha) Humilde Opinião.

Ass: Bruno Santos

Objetificação da mulher, primeira etapa da violência (Redação do Enem 2015)

     A violência é um resquício primitivo no ser humano moderno que o acompanha ao longo dos séculos e não parece estar próximo de ser abandonado, entretanto quando essa violência é manifestada por um homem contra uma mulher ela tem raízes diferentes das de sobrevivência ou proteção de um território/bem que os homens das cavernas possuíam.
     No Brasil essa violência teve seus primeiros registros com a chegada dos portugueses. Por não estarem habituados a ausência das roupas das indiana e terem ficado tanto tempo no mar sem sequer verem uma fêmea da própria espécie, acabaram encontrando nas índias uma chance de satisfazer seus desejos, e nesse momento consideraram o consentimento delas dispensável.
     Vendo que esses abusos atrapalhavam na relação entre os povos, os portugueses procuraram as escravas como uma alternativa. Por serem tidas como um patrimônio elas eram privadas do direito de dizer não e logo esta prática se tornou comum, mesmo entre os homens casados que deixavam suas esposas na Casa Grande para irem dormir na senzala. Com o passar dos anos não apenas a mulher negra, a famosa mulata, como também a mulher brasileira acabou se inserindo no imaginário, não apenas nacional, mas mundial, como um símbolo de sensualidade.
     Como herança disso, vivemos no país um quadro de super objetificação da mulher que não apenas é levada a expor seu corpo tal como se expõe peças de carne nas vitrines dos açougues, como também tem inserido em sí um sentimento de inferioridade em relação aos homens. Mesmo após tantos anos elas continuam tento seu intelecto subjugado em detrimento de sua aparência física e sofrendo variados e cruéis tipos de assédios, independentemente de já terem representantes entre os cientistas, presidentes e ganhadores do Prêmio Nobel.
     A Lei Maria da Penha foi um grande avanço do Brasil na proteção a suas mulheres, mas é preciso mais que punir, é preciso conscientizar, mostrar nas escolas as figuras femininas que fizeram história e provar que gênero humano tem igual valor em ambos os sexos.

Ass: Bruno Santos

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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Natural, mas nem tanto.

   Um dia desses assisti uma matéria que falava sobre um país da América do Sul, que faz fronteira com o Brasil onde a maconha é liberada para venda em locais especializados e para plantio nas residências. Os produtores caseiros que cultivam para consumo próprio afirmavam que a qualidade da erva que eles adquirem é muito superior a que é vendida pelo tráfico, já que vem sem impurezas e apenas com flores selecionadas (o barato não vem das folhas e sim da flor da Canabis).
    Depois dessa matéria fui levado a uma reflexão: esse povo tem maior controle e entendimento sobre a qualidade das drogas que eles usam do que eu sobre a batata que eu como. Quando eu vou no mercado comprar legumes e encontro todos em suas respectivas posições no mostruário eu não tenho como saber de onde eles vieram, quanto tempo fizeram de viagem, a quanto tempo foram colhidos, quem produziu, que tipo de adubo ou agrotóxico foi utilizado. Nem sei se aquele vegetal é um trangênico, apesar das probabilidades gritarem que sim. Dai um produto que até então eu comia (gostando ou não) por achar que me faz bem, se torna um inimigo em potencial.
    Não é de hoje que nós estamos comendo veneno de inseto. Mas, faz bem pouco tempo que começamos a nos preocupar com as consequências desses hábitos alimentares. O avanço no acesso à informação contribuiu bastante para isso. Em 1999, uma pesquisa na Inglaterra constatou o aumento de 50% de alergia a produtos à base de soja. E se me permitem dizer algo curioso sobre a soja, as formigas com quem divido quarto se negam a consumir produtos a base dela. Se eu deixar um copo com uma gota de  água sobre a mesa elas atacam, mas se eu deixar um copo cheio de leite de soja elas nem se aproximam. Você realmente acha que não está comento/bebendo inseticida?
    Além do aumento de alergias, o consumo de alimentos transgênicos está aumentando a resistência de organismos aos antibióticos, devido a inserção de genes de bactérias com essa característica. Está também ocasionando o aumento das substâncias tóxicas em nosso organismo, já que existem plantas e micróbios que possuem essas substâncias para se defenderem de seus inimigos naturais, (sendo que na maioria das vezes, elas não fazem mal ao ser humano) no entanto, se o gene de uma dessas plantas ou micróbios for inserido em um alimento, é possível que o nível dessas toxinas aumente muito.
    E ainda, com a inserção de genes de resistência a agrotóxicos em certos produtos transgênicos, as pragas e as ervas-daninhas desenvolvem a mesma resistência, tornando-se "super-pragas" e "super-ervas".  Consequentemente, haverá necessidade de aplicação de maiores quantidades de veneno nas plantações, o que representa maior quantidade de resíduos tóxicos nos alimentos que nós consumimos.
    Hoje em dia o controle sobre o que ingerimos é dificultado, tanto pela falta de conhecimento sobre a procedência quanto pelos altos custos de alimentos orgânicos, mas, manter hábitos de higiene no preparo dos alimentos pode fazer diferença. E apesar de tudo isso, acredite, entre parar de comer vegetais ou comer vegetais transgênicos, escolha comer, pois eles ainda contém nutrientes necessários ao seu corpo. Mas essa é apenas a Minha Humilde Opinião.

Ass: Bruno Santos

Fonte:
http://www.idec.org.br/consultas/dicas-e-direitos/saiba-o-que-sao-os-alimentos-transgenicos-e-quais-os-seus-riscos

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