quinta-feira, 21 de maio de 2015

Biografia


     Eu sou um filho de pais separados, negro, que fez todo o ensino fundamental em colégio público, que começou a trabalhar com dezesseis anos para deixar de ser um peso e poder ajudar em casa comprando para mim aquilo que minha mãe sofria por não poder comprar. Durante o ensino médio tive dificuldades devido a discrepância no nível de ensino que encontrei no Liceu Nilo Peçanha, eu tive revisões de matérias que nunca tinha visto na vida, o que, como você deve imaginar, não ajuda muito. Nesse contexto de vida, a faculdade era, para mim, equivalente a viagem à Disney para o menino de rua, seria legal, mas não tanto quanto minha próxima refeição. Eu cogitava algumas possibilidades, mas não me prendia muito a elas, o que eu queria mesmo era terminar logo o ensino médio para poder procurar um emprego de carteira assinada.
     Depois de repetir o segundo ano eu decidi me matricular em um supletivo particular, hoje eu digo que esse é o maior arrependimento da minha vida, mas talvez eu mude de idéia um dia, ainda tenho uma vida inteira de coisas das quais poderei me arrepender, o fato é que, lá eu não aprendi nada, não fiz amigos e ainda perdi o direito às cotas para alunos de colégios públicos, que teria sido muito bem vinda digasse de passagem. Resumindo, não tive um retorno positivo do meu investimento, não que eu tenha  percebido na época. Tudo que eu sabia era que com meu comprovante de conclusão do ensino médio eu poderia procurar um emprego de carteira assinada. Foi o que eu fiz, e encontrei.
     Muitos anos depois, mais precisamente hoje, após muitas cabeçadas, cobranças, conselhos e vislumbres de perspectivas que eu não poderia ter sem viver tudo que vivi, passei a cogitar a possibilidade de cursar uma faculdade. Não tenho ainda paixão por um curso, não sonho com o exercício de uma profissão, mas me anima a idéia de ESTAR em uma faculdade, vendo líderes se formando com novos pensamentos e atitudes, percebendo as mudanças na sociedade, observando as pressões exercidas, bebendo da fonte das revoluções. Ainda tenho tantas perguntas quanto quando tinha dezesseis anos, talvez mais, só o que não tenho mais é o medo.
     O medo de perder tempo, pos hoje sei que a verdadeira perda é a que se perde sentindo o medo. Eu tinha medo de me empenhar em algo que poderia não dar certo, de me dedicar a um projeto sem um retorno garantido, de mostrar meus sentimentos e vê-los sendo usados contra mim, de ser eu mesmo durante o processo de descobrir quem eu era, medo de decepcionar quem acreditava em mim, medo de agradar quem desacreditava de mim, medo de mostrar que tinha medo, medo de acordar um dia, olhar pro passado e perceber que não fez nada de relevante e que minha passagem pelo mundo seria ignorada pelos livros escolares. Medo.
     Esse texto não tem um objetivo pré-definido, talvez ele seja apenas um desabafo ou a minha tentativa de dar algo meu para que alguém se lembre que eu existi algum dia, que tive meu jeito de ser definido por esta história de vida juntamente a outros fatores que não cabe acrescentar aqui no momento, talvez ele seja apenas um grito no meio do deserto tentando ajudar os peregrinos a vencerem suas limitações e abrirem mão de seus medos, mas quem sou eu para gritar ao outros que abandonem seus medos? Ainda tenho todos os medos que descrevi no parágrafo anterior.

Ass: Bruno Santos.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Um Retrato da Educação no Brasil

     Venho através deste artigo, expressar algumas opiniões sobre um problema que assola nosso país. A princípio deixo claro que não tenho ligação com nenhum partido ou movimento político, sendo eu um mero cidadão, um jovem nascido em São Gonçalo e criado em Niterói, ambas cidades do Estado do Rio de Janeiro, do qual não pretendo sair apesar da crescente onda de violência que vem massacrando a região. Minha motivação para esta carta veio da reflexão sobre um fato curioso que se passa em nosso país: os alunos das faculdades públicas são em sua maioria da classe média e média alta da sociedade, enquanto os que recorrem ao ensino particular são em sua maioria membros da classe média baixa. Não sei se isso acontece em outros países, mas sei que aqui é uma realidade irrefutável aqui.
     Os pobres não conseguem entrar para a faculdade pública! Primeiramente porque grande parte dos cursos, se não são de horário integral, tem horários que dificultam a possibilidade de conseguir um emprego, algo do que pessoas pobres precisam para ter como comer e se vestir. Em segundo o fato do ensino fundamental e médio da educação pública serem precários dificulta tanto a entrada quanto a permanência de um jovem em um curso superior, e se me permite dizer a "solução" que o governo deu para esse problema, as cotas, é uma das maiores enganações, uma improvisação que está se tornando permanente. Eu sou negro e tenho tanta capacidade para aprender quanto qualquer outro jovem de 24 anos, o que eu não tive foi uma base de ensino forte suficiente para passar em um vestibular sem um curso preparatório, o qual não tenho tempo de fazer por precisar trabalhar.
     Então, que tal ao invés de dar migalhas ao povo não começarmos a realmente mudar as coisas? Não adianta querer imitar atitudes que deram certo em países de primeiro mundo quando a educação do nosso país é de terceiro. Liberar a maconha não vai resolver o problema do tráfico e liberar o aborto não vai extinguir as clínicas clandestinas. Diminuir a menoridade penal não vai resolver o problema da criminalidade infantil sem uma reformulação na FEBEM, nos presídios, nas leis referentes ao cumprimento integral da pena e registros e é claro na EDUCAÇÃO.
     Eu estou postando esse texto para que outras pessoas possam ter acesso a esse pensamento e quem sabe levar esta realidade aos nossos governantes, e mais que isso, para que essa atenção com a educação possa ser cobrada por cada cidadão, em prol de um mundo onde o "mim" não conjugue verbo, os "porquês" sejam usados da forma correta, onde as pessoas tenham mais livros que filmes piratas e mais preocupação com a programação teatral da cidade que com os campeonatos de futebol. Pôs eu acredito em um mundo onde as pessoas se vistam e saibam que os outros são mais que parceiros sexuais em potencial, mas pessoas com sentimentos, sonhos e uma história de vida. Um lugar onde as músicas tenham refrões que façam sentido e danças que não denigram a imagem da mulher e nem a deixem aleijada futuramente.
     Esse mundo pode começar agora, pode começar no Brasil, basta que haja o devido investimento e reconhecimento na área que realmente pode iniciá-la e no profissional que esta encarregado de levá-la, se possível recebendo um salário digno sem precisar apanhar de policiais e com segurança para não apanhar de jovens revoltados, espero que essas palavras possam ser acolhidas e postas em prática, afinal elas são apenas a Minha Humilde Opinião.
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Ass: Bruno Santos

sábado, 9 de maio de 2015

Um Jovem Negro

     Caminhando de volta para casa em um sábado a noite, corri para atravessar a rua tendo em vista que o sinal acabara de abrir e os carros começavam a se mover em minha direção. Para minha surpresa, fui recepcionado do outro lado por uma senhora idosa que, ao me ver, correu para se esconder atrás de um poste e com as costas contra a parede se pôs a me olhar com um terror nos olhos que me faria achar que ela estava vendo algum tipo de demônio montado nos meus ombros... mas eu sabia o que ela estava vendo: um garoto negro correndo em sua direção. Continuei caminhando, fingindo que não tinha percebido aquela reação. Trinta metros a minha frente, uma viatura ostentava suas ofuscantes luzes vermelhas com dois agentes em seu interior.
     Lembrei de uma reportagem que havia chamado minha atenção mais cedo enquanto eu lia o jornal: um homem que, durante uma abordagem policial, havia sido alvejado com um tiro na bochecha, aparentemente por estar sem documentos. Me perguntei se a alta taxa de melanina presente na pele do abordado teria alguma relação com o desfexo dessa triste história. Não pude evitar que um "E se" passasse pela minha mente e, devidamente instalado, ele tratou de se multiplicar resultando nas seguintes perguntas: E se aquela senhora tivesse a mesma reação em frente a viatura? E se eu fosse abordado? E se os policiais simplesmente não fossem com a minha cara?
     Já ví muitas mulheres apertarem as bolsas contra o peito ao me verem passar, já ví pessoas atravessarem a rua ao verem minha aproximação na direção oposta pela rua escura, já fui seguido por guardas em supermercados e revistado em lojas de departamentos. Não vou perguntar se tenho cara de bandido, pois não acho que caráter seja fisionômico. Se fosse os políticos precisariam apresentar seus históricos de cirurgias plásticas antes de se candidatarem e não precisariam abrir a boca na propaganda eleitoral, apenas se exibirem em ensaios fotográficos. Mas não é assim que funciona, somos mais do que sugere nossa aparência, somos o produto de um conjunto de fatores: sociais, econômicos, culturais, familiares, éticos e etc. Minha graduação acadêmica, profissão e fé não estão estampados na minha pele. Aquela senhora poderia estar com medo de um médico, advogado ou padre, mas ela não teve tempo para refletir sobre isso, ela estava ocupada se protegendo de um jovem negro.
     Se um neto perguntasse à essa idosa se ela tem algum tipo de preconceito provavelmente ela responderia que não, assim como  grande parte dos brasileiros, mas atos falam mais alto que respostas politicamente corretas. O Brasil tem mantido os afrodescendentes em situação desfavorável perante a sociedade a séculos. Somos a maior parte da população no país, mas temos uma representação mínima nos cargos de destaque das empresas, nos poderes legislativos, nos comerciais televisivos e novelas que não se ambientam em comunidades carentes. Fomos convencidos de que nosso cabelo duro é ruim, que nosso nariz deveria ser mais fino, que nossos olhos deveriam ser mais claros e que ser chamado de preto(a) é ofensivo. O plano dos escravistas para que o Brasil não se transforme em um Haiti continua funcionando.
     Confesso que durante alguns minutos me culpei pela reação daquela mulher de cabelos brancos. Disse para mim mesmo que deveria ter atravessado na faixa, deveria ter corrido menos, deveria ter feito a barba pela manhã, mas desisti de por a culpa em mim. Também não pus nela, afinal, tem gente sendo morta por causa de dois reais, o medo se tornou um companheiro inseparável da população. Mas, se a culpa não é dela e nem minha, de quem é? Acho que esse medo (na verdade, preconceito) foi, e continua sendo, uma construção histórica, cultural, fruto dessa nossa sociedade dividida em classes, na qual a classe dominante lucra com a marginalização e discriminação da classe dominada.  Fruto de uma sociedade que estigmatiza determinados grupos sociais, enquanto enaltece e privilegia outros. O preconceito é funcional a manutenção da nossa sociedade tal como ela é, e isso vai continuar assim para os meus filhos e netos. É triste, mas é a Minha Humilde Opinião.

Ass: Bruno Santos

Colaboração de Caroline Macedo.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Jovem Brasil

     O Brasil é um país jovem, e assim como qualquer jovem, ele se espelha em ícones, personagens em evidência que mostram um estilo de vida interessante e sedutor, estilo de vida que a grande maioria dos jovens não podem sustentar. Da mesma forma, o Brasil, se espelhando em países de primeiro mundo e busca soluções para seus problemas, mesmo sabendo que não possui estrutura monetária ou cultural para isso, o exemplo mais recente desta tentativa é a regulamentação da maioridade penal.
    Um país onde um pai de família fica preso durante vários anos por ter roubado comida enquanto um deputado que desviou milhões dos cofres públicos goza da liberdade com incontáveis regalias não pode se declarar um dos mais justos. Muito menos acreditar que jogar um jovem de dezesseis anos em uma das já superlotadas penitenciárias, junto com criminosos renomados, resolverá o problema da violência, dos roubos ou mesmo do tráfico por parte destes. O fato principal pelo qual isso não dará certo é que quem comete um crime nunca acha que vai ser preso, se eles achassem não cometeriam. Seja menor ou maior de idade, o que impulsiona o infrator é o sentimento da impunidade. Obviamente não podemos ignorar os fatores socioculturais que levam alguém a cometer um ato ilícito como fome, vícios, problemas psicológicos, etc. Mas convenhamos, se a punição fosse uma certeza, quem se arriscaria?
    Essa crença sobre a capacidade de reabilitação da cadeia já deveria ter sido revista a décadas, mas ao que parece, tem muita gente ganhando dinheiro com esse sistema para deixa-lo ser substituído por um que funcione. E ainda existe muito mais para ser ganho com a privatização das penitenciárias, que irá transformar detentos em mão de obra barata, sem carga horária, sem impostos e que dará aos empresários fama de bonzinhos que dão oportunidades de emprego para pessoas mal vistas pela sociedade. E nem vou citar o fato da grande maioria dos presidiários serem afrodescendentes pertencentes às camadas desfavorecidas economicamente. Colocar um jovem que roubou para sustentar seu vício na mesma cela que traficantes, assassinos e estupradores não tornará este jovem um cidadão mais consciente, pelo contrário, o tornará um adulto revoltado, que odeia o sistema, a polícia e qualquer tipo de autoridade.
     Se o objetivo final desse processo é educar os jovens para a cidadania, este ensino deve caminhar paralelamente a educação que este jovem recebe em seu dia-a-dia, e deve ser anterior ao surgimento de desvios ético/morais, deve ser tão natural quanto o "ABC" ou o "2+2=4". E isso não pode tirar das famílias a responsabilidade sobre a formação moral dos jovens, mas se faz necessário que o Estado forneça recursos, meios materiais de auxílio nesta difícil tarefa. E não me refiro a assistencialismo, mas aos nossos direitos básicos, a fornecer colégios de horário integral com formação profissional e preparo para vestibulares, transporte, moradia, saúde e saneamento básico. Este é o caminho que devemos tomar, "Menos cadeias, mais escolas", afinal, "Cadeia é um lugar muito caro para tornar as pessoas piores", mas essa é apenas a Minha Humilde Opinião."

Ass: Bruno Santos.

Fontes: Marcelo Freixo

terça-feira, 28 de abril de 2015

Geração Fast-food

     O mundo moderno pede velocidade, velocidade na locomoção, na alimentação, na troca de informações e até nos relacionamentos humanos, não temos um minuto a perder, pos o mundo inteiro pode mudar em um minuto, nessa febre de não perder nada, acabamos perdendo coisas das quais não nos damos conta.
     Somos a geração "fast-food", queremos praticidade, queremos ter o mundo na palma de nossas mãos, queremos conhecer o mundo inteiro pela janela do computador, mas esquecemos de buscar a qualidade, de dar a mão para quem caminha ao nosso lado e nem sequer olhamos pela janela do nosso próprio quarto. Temos a medicina cada vez mais avançada e crianças cada vez mais doentes pos, sem contato com a natureza, o nosso organismo não cria os anticorpos necessários e não pode se dar aos luxos que eram comuns aos nossos avós como andar descalço na lama, comer fruta direto do pé e beber água do poço. Temos a tecnologia mais avançada até nos brinquedos e crianças com cada vez menos capacidade de pensar fora da caixa, de criar e de imaginar. Temos um conhecimento maior sobre nossos corpos, desenvolvemos novos esportes e novas formas de nos exercitar, mas estamos cada vez mais obesos, cardíacos e hipertensos.
     Chegamos a um novo patamar da filosofia, iluminados pelas ideologias de liberdade, igualdade e fraternidade, mas nos encontramos em contatos cada vez mais superficiais uns com os outros. Somos estranhos morando dentro de nossas próprias casas, mas dividimos nossos pensamentos mais íntimos com o mundo através das redes sociais. Não conhecemos nossos vizinhos, mas sabemos o que aquela estrela de cinema que mora em outro continente comeu no café da manhã. Estamos ganhando dinheiro de formas que não eram possíveis antes, e gastando dinheiro em coisas com cada vez menos sentido. O Homem da Idade Média temia a existência de dragões e outras feras, o Homem moderno teme o fim do mês, teme o desemprego e a falha na rede. Os jovens já temeram uma convocação para o exército, mas hoje o que eles temem é um compromisso estável. Preferem regredir à pré-história e viver de galho em galho.Não sabem mais concertar o que está quebrado, preferem trocar.
     A raça humana buscava compreender Deus, seus caminhos, projetos, seu amor. Depois de alguns anos de silêncio nos convencemos de que ele não diria mais nada e que nós deveríamos nos virar com o que tínhamos, e assim como a vizinha que critica o amarelado das roupas no varal sem lembrar de limpar as próprias janelas, esquecemos de tirar a cera de nossos ouvidos para escutarmos a voz que nos grita a cada instante. Essa geração é capaz de grandes coisas, mas nenhuma irá preencher seu interior como as pequenas, as pequenas contemplações, as pequenas descobertas, como os pequenos momentos e a pequena fração de segundos de um sorriso que fazem as 24 horas do dia valerem apena.
     Espero que algo do que foi escrito aqui tenha feito sentido para você, mas caso não tenha, não se preocupe, eu te invejo, e esse emaranhado de idéias soltas nada mais é que a Minha Humilde Opinião sobre a nossa geração.

Ass: Bruno Santos

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Preconceito, o medo do diferente


     O seres humanos são constantemente rotulados, seja pela forma de se vestir, pelo lugar onde moram, pelo tipo de música que ouvem, pelo programa de TV que assiste ou pelo simples fato de assistir ou não TV.
     O motivo para isso é que existe na mente de cada Homem uma ideia pré-definida sobre aquilo que é normal. Fazendo com que tudo que se oponha ou diferencie daquela ideia seja tido como ruim, reprovável ou só estranho. As razões podem ser muitas, cultura, religião, nível social, nível de instrução, preferências pessoais, etc. Seja qual for o motivo, essas diferenças separam as pessoas em grupos, grupos que acreditam que são melhores, mais desenvolvidos, fortes, maduros, abençoados e várias outras coisas a mais que os membros dos outros grupos, em alguns casos relativamente simples, essas diferenças criam grandes obstáculos e em certas circunstâncias até ocasionam guerras.
     Na verdade, o que se passa é o que já dizia a consagrada frase, "O homem teme tudo aquilo que não conhece". De certa forma, por algum tempo, esse sentimento manteve a espécie viva, o nosso medo é um mecanismo de defesa natural de autopreservação, fez com que o homo sapiens entendessem quais animais ao seu redor eram predadores, quais eram presas e quais eram domesticaveis, nos ajudando a evoluir e ampliar território. Mas hoje, esse medo do desconhecido apenas nos torna mais selvagens. Pertencemos todos a mesma raça, a raça humana, mesmo que cada um carregue suas peculiaridades, não deveria existir espaço para outro sentimento que não fosse o respeito.
     Ainda assim, a jovem de vestes curtas parada na esquina de madrugada tem sua imagem ligada a de uma prostituta, o jovem que ouve funk sem fones de ouvido no ônibus é rotulado de marginal, o pastor é visto como ladrão, o padre como pedófilo, o velho como um peso morto que apenas espera pela sua morte, mas não, não é assim, e nós sabemos, as coisas podem fujir de seu padrão, tornando um pré-julgamento de uma situação ou imagem, quase uma receita para o erro. Existem negros que fazem esgrima, brancos que fazem rap, mulheres que trabalham em oficinas mecânicas e homens que trabalham de babás, idosos que participam de maratonas e crianças que tem problemas cardiacos.
     Julgar uma pessoa apenas com um rápido vislumbre de sua aparência é tão errônio quanto julgar um livro pela capa. O ser humano está em constante construção. Ele tem a capacidade de mudar seus caminhos, suas escolhas e hábitos. Sendo assim, não podem ser definidos em sua totalidade por uma única característica, muito menos uma física. Mas essa, vocês já sabem, é apenas a Minha Humilde Opinião.

Ass: Bruno Santos

O Chefe

     Todos os dias nos deparamos com figuras que exercem um determinado papel na forma como a nossa sociedade se organiza. Algumas são amadas, frutos de esteriótipos criados pela mídia que decide quem é o mocinho e quem é o bandido, algumas são desprezadas (apesar de sua importância) e algumas são odiadas. Um bom representante deste último grupo é o chefe.
     Essa figura está presente em praticamente todas as instituições que tomam para sí uma estrutura hierárquica tradicional. Surgido durante a Primeira Revolução Industrial, esse personagem era responsável por manter acelerado o ritmo de trabalho dos artesãos, que agora não mais trabalhavam no conforto de suas casas administrando seu próprio tempo, mas em grandes prédios e galpões onde deveriam produzir garantindo os lucros do patrão.
     De uma forma mais romântica,  hoje ele recebe a responsabilidade de estar a frente de uma equipe, supervisionando seus processos e gerindo os mesmos, o que pode ser considerado a mesma coisa de antes. É uma figura bem familiar, já que em algum momento da vida todos são submetidos a liderança de alguém, que também é liderado por um outro alguém e assim sucessivamente. Entretanto, a figura do chefe não deve ser confundida com a figura do líder, apesar de muitas vezes realizarem a mesma função prática em uma cadeia organizacional. Ideologias divergentes podem por entre esses dois um verdadeiro abismo.
     Hoje em dia nas empresas privadas existem profissionais altamente qualificados para atuar nas áreas administrativas, organizacionais, jurídicas e de suporte, mas que são praticamente incapazes de se relacionarem com seus subordinados por não conseguirem debater idéias ou discutir pontos de vista diferentes dos seus. Um líder não precisa ser amado por todos, mas precisa ser respeitado por todos, independente de sua área específica de atuação, se ele for do escritório ou do chão de fábrica, deve ter seu valor reconhecido no andamento do bom funcionamento daquela equipe. Deve ser um exemplo, mas sem precisar lembrar a todos a sua teajetória de vida em cada conversa, afinal, muitos grandes líderes da atualidade começaram sua trajetória profissional como office boy, camelô, faxineiro, mas ninguém precisa ouvir isso a cada entrevista que eles prestam. Um colaborador não quer saber se seu encarregado vendeu tampa de privada ou se ele teve que pagar para trabalhar, o que ele quer é orientação para suas tarefas e recursos  para executá-las.
     O venerável São Beda, Santo da Igreja Católica conhecido principalmente por seu relevante trabalho como historiador, possui uma frase na qual dá a receita para o fracasso: "Há três caminhos para o fracasso: não ensinar o que se sabe, não praticar o que se ensina, e não perguntar o que se ignora". Essa mesma frase, por outro lado, mostra a receita para o sucesso e como identificar um bom líder:

Ensinar o que se sabe.

     Um bom profissional não tem medo de perder seu emprego para um funcionário novo na empresa, pois sabe seu valor e o prova constantemente, sendo assim, não se sente ameaçado diante dos novos membros da equipe, pelo contrário, vê neles uma oportunidade de que seu bom trabalho tenha uma continuidade após uma possível promoção ou simplesmente entende que mais um funcionário capacitado ao seu lado não é um obstáculo e sim um reforço. Entretanto, é importante ressaltar que a autonomia deve ter limites ou o funcionário começa a executar tarefas que não são de sua responsabilidade e sim do chefe, o que pode causar impasses, afinal, para que serve um chefe se ele não tem uma função específica? O que pensa o funcionário sobre um encarregado que nada faz além de lhe delegar tarefas?

Praticar o que ensina.

     As palavras convencem, mas o exemplo arrasta. Um líder que não pratica aquilo que exige de seus liderados está fadado a perder o respeito da equipe. Pedir pontualidade chegando atrasado todos os dias, pedir economia dos recursos do setor e depois usar os mesmos para os trabalhos da faculdade e proibir o uso do celular durante o expediente quando se é um usuário constante são atitudes tão desconexas quanto cobrar resultados de dentro de uma sala climatizada enquanto os funcionários padecem em trabalhos braçais sob altas temperaturas ou dar conselhos financeiros a torto e a direito estando chafurdado em dívidas. Seja aquilo que você espera dos outros.

Perguntar o que se ignora.

     O orgulho é o grande inimigo de um líder, ele o impede de crescer. A humildade de reconhecer sua ignorância é o primeiro passo para o conhecimento e o melhor professor é o que constantemente se faz aluno. A vivência prática pode dar um banho de sabedoria em universitários e pós-graduados, portanto escute, não imponha sua opinião como verdade absoluta, aprenda algo novo todos os dias e assim, nenhum dia será em vão.

     O bom relacionamento entre líderes e liderados é o caminho mais curto para o sucesso de ambos, o diálogo, entre a parte executante e a parte planejante, é tão essencial quanto a comunicação entre o cérebro e os músculos, entretanto com a diferença desses últimos não terem a possibilidade de se separarem já que integram um único ser, enquanto chefe e subordinado representam seres distintos, cada um com sua história de vida, preferências e características pessoais que podem levá-los a não se relacionarem fora do âmbito empresarial, o que não precisa ser tido como algo negativo ou prejudicial. O respeito mútuo é a chave para o sucesso de qualquer relação humana e será suficiente enquanto tiver seus parâmetros básicos respeitados, mas como sempre, essa é apenas a Minha Humilde Opinião.

Ass: Bruno Santos

http://pt.m.wikipedia.org/wiki/Beda

quinta-feira, 5 de março de 2015

Confissão


     O carnaval passou, o ano começou e eu não postei mais, então, só pra não dizerem que sou negligente com meus leitores farei uma pequena partilha. Já a algumas semanas me veio uma reflexão sobre a quaresma e a importância da confissão nesse tempo, se jejum sem oração nada mais é que uma dieta, confissão sem arrependimento é uma fofoca de sí mesmo(a) feita com um padre.

     Estamos mal acostumados a pecar e confessar, pecar e confessar, em um ciclo sem fim que não gera nenhuma mudança real. Não damos tempo para que o arrependimento se amadureça. Crie frutos em nosso coração.

     A confissão é um sacramento que exige uma preparação, ninguém pede pra ser batizado rapidinho, se casar rapidinho, ou para receber a benção dos enfermos rapidinho, estes são momentos solenes que vem depois de um preparo, por que com a confissão não é assim?

     Não adianta se confessar e depois voltar pro mesmo pecado, é necessária uma mudança de atitude, saber que verdadeiramente estou arrependido, uma luta para ser melhor, dai sim confessar.

     Mas não se esqueça, mesmo após uma confissão bem feita o sacramento ainda não está completo, é necessário o cumprimento da penitência proposta, só assim você estará novamente limpo de toda mácula do pecado e pronto para receber Jesus em seu coração no santíssimo sacramento do altar.

Ass: Bruno Santos

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Vale A Pena Esperar


    Toda pessoa que sonha em se casar um dia tem em mente algumas qualidades que o par perfeito deve possuir. Entre essas, a mais comum é a fidelidade. E com razão, afinal, se todo relacionamento tem como base a confiança, nada mais reconfortante que poder confiar ‘’cegamente’’ em alguém.
Para casais de namorados que buscam vivenciar essa experiência existe uma receita. Ela não é nada fácil, muitos desistem no caminho, mas aqueles que conseguiram, dão testemunho de que vale à pena. O nome dessa "fórmula mágica" é castidade. Porém, acredite, de mágica não tem nada. É um fato comprovado que casais que vivem a castidade ao longo do namoro tem a menor taxa de divórcios por motivo de traição. Imagine:
     Um casal tem um filho, eles o alimentam a qualquer momento do dia e com qualquer tipo de alimento que ele peça, seja doce, salgado, fast food, etc. Quando essa criança chegar a adolescência ela será obesa, hipertensa, diabética. Será uma rebelde que acha que pode tudo e se não receber vai arrumar uma forma de conseguir. Bem meus queridos, essa criança representa sua sexualidade, que recebe tudo que quer no momento que quer, ela não aprendeu a ouvir NÃO e quando o recebe, "dá o seu jeito".
     Gosto de dar exemplos com comida por ser uma das necessidades básicas do corpo humano, como dormir ou excretar. Sem fazer essas três coisas você não consegue viver, mas mesmo assim existem momentos adequados para cada uma delas, e você espera. Espera chegar em casa para ir no banheiro, espera até a hora do almoço no trabalho, espera acabar aquele programa de TV para poder ir se deitar.. Então por quê parece tão difícil suportar a ausência de sexo? Também não é fácil passar dias em jejum ou sem dormir, e muitas pessoas ficam.
     Vejamos outro exemplo: dois casais de namorados estão juntos a cinco anos, um dos casais guarda a castidade, quando se encontram eles conversam, se abraçam e beijam, mas se sentem que as coisas estão fugindo do controle eles se afastam um pouco até se acalmarem. O outro casal faz sexo sempre que tem a oportunidade, isso pode ser várias vezes na semana, em certas vezes se encontram apenas para isso. Digamos que os rapazes de ambos os casais precisem viajar a trabalho pelo período de um mês, depois de vinte dias longe das namoradas, qual dos rapazes ficaria mais abalado por uma proposta indecorosa de outra mulher?     

I Coríntios 3, 16-17 "Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado - e isto sois vós."

     Em um casamento, se colhe o que foi plantado no namoro, se o rapaz se acostumou a tratar a namorada como um objeto sexual, no matrimônio ela não será nada além de uma prostituta particular que deverá ceder a todos os seus desejos para que ele não encontre outra forma de se "aliviar" e vice-versa. Se deixar levar pelas paixões envolve os parceiros em uma névoa mágica que se dissipa com a chegada da rotina, quando nada mais é novidade, daí, e só daí em diante, esses casais percebem que estão com uma pessoa que até então, não conheciam.      "Se o namoro for carnal, será a carne que dominará os cônjuges, se ao contrário, o namoro for espiritual, será o espírito (o Espírito Santo) que conduzirá o casal".
     Estamos entrando na época da quaresma, um momento de reflexão e conversão, esse é o momento para uma mudança de vida, para uma tomada de decisão, faça uma escolha pelo caminho que te concederá uma felicidade duradoura e completa. Essa é apenas a Minha Humilde Opinião.

Ass.: Bruno Santos

Referências: Livro Descobrindo a Castidade - Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Sexta 13

     Segundo a definição do dicionário, supertições são “crenças ou noções sem base na razão ou no conhecimento, que levam a criar falsas obrigações, a temer coisas inócuas, a depositar a confiança em coisas absurdas ou sem fundamentos ciêntificos”. É a crença baseada na idéia de que determinadas atitudes, números ou palavras trazem azar ou sorte. A maioria das superstições (creio eu) surgiram da necessidade de se dar explicações sobre eventos sobre os quais não se tinha conhecimento aprofundado. Eu consigo ver uma grande parte deles como uma desculpa das mães para impedir seus filhos de fazer algo que elas consideravam perigoso ou simplesmente irritante. Mas existem superstições com raízes mitológicas muito mais profundas do que podemos imaginar, afinal, vivemos no Brasil, depósito cultural do mundo, um país bebê, que como uma esponja, criou sua cultura própria a partir de toda a cultura que por aqui passou.

Da sorte:

Ferradura - Reza a lenda que São Dunstan de Canterbury (924-988), foi um monge cristão inglês muito conhecedor da metalurgia que um dia encontrou com o Diabo e pôs-se a massacrá-lo com objetos de ferro. Dustan prometeu que o soltaria se, no entanto, ele não aparecesse nas casas que tivessem uma ferradura à porta. Até hoje, muitos povos acreditam que as ferraduras penduradas nas portas possuem poderes de afastar os maus espíritos. Na minha opinião se esse objeto realmente desse sorte, o cavalo que usa quatro não levaria os outros nas costas.

Trevo-de-quatro-folhas - O nome "trevo-de-quatro-folhas" é autocontraditório, pois, como "trevo" vem de "Trifolium" ("três folhas"), ou seja, seu significado seria algo como "três-folhas de quatro folhas". A folha extra é um tipo de mutação que já foi raro, mas hoje em dia já é cultivado em várias localidades, então, se o que dava a idéia de sorte era a dificuldade para encontrar, a ganância humana foi mais forte e hoje você compra sorte no supermercado.

Figa - A origem da figa vem do povo Europeu, mais precisamente do povo Italiano, na qual se explica que ela há muitos séculos já era utilizada como um amuleto. Para eles a figa era uma forma de representar o ato sexual, e ainda representava e se fazia da figa uma associação à fertilidade e ao erotismo. Como para os povos mais antigos existia também um tipo de mentalidade na qual ensinavam que mulheres que não tivessem filhos eram amaldiçoadas por Deus, geralmente as mulheres se utilizavam da figa, que era um modo de espantar qualquer tipo de mal e desgraça sobre a sua fertilidade. Na Itália este sinal, conhecido como "fica" ou "far le fiche", pela semelhança com a genitália feminina, foi um gesto comum e muito grosseiro em séculos passados​​, semelhante ao dedo médio.
Na Turquia este sinal, conhecido como "nah", é um gesto muito conhecido e altamente ofensivo

Bater na madeira - Essa superstição está associada à crença de que as árvores eram a morada dos deuses. Sempre que se sentiam culpados de algo, batiam no tronco para invocar as divindades e pedir perdão. Costume ligado a povos primitivos pagãos. Os celtas, também tinham um costume parecido. Seus sacerdotes, os druidas, batiam na madeira para afugentar os maus espíritos, pois acreditavam que as árvores consumiam os demônios

Pé de coelho trás sorte;

Da Azar:

Quebrar espelho - Essa superstição está associada a crença que diz que o espelho não reflete apenas sua imagem, mas também sua alma, sendo assim, ao quebrar o espelho você perderia uma parte da alma e seria atacado por maus espíritos por todo o tempo que levasse para ela se curar, ou seja, sete anos. Eu simplesmente acho que quebrar espelhos é perigoso pos você corre o risco de se cortar nos cacos.

Varrer os pés - é um caso típico de algo que irritava a mãe de alguém e acabou se tornando lenda, dizem que uma pessoa que tem os pés varridos não se casará,  para mim, quem não se casará é a pessoa que varre tão mal que nem sequer consegue não varrer os pés das pessoas ao redor, quem iria se casar com ela?

Gato Preto -  Os primeiros povos a atribuir uma aura mística ao gato foram os egípcios que o idolatravam, tendo mesmo um deus (Bast) com a sua forma física. Mas foi na Idade Média que o gato viu a sua sorte mudar. Apesar de concederem um importante serviço ao homem, caçando os ratos que eram considerados uma praga, acabaram sendo vistos com maus olhos após desenvolverem uma superpopulação da espécie. A Idade Média ficou marcada pela bruxaria, superstição e febre religiosa. O gato, como animal independente e solitário, captou a atenção tanto de cristãos como pagãos o que o fez e faz ser visto com estranheza até hoje.

Mata a mãe:

Andar de costas: essa obviamente é uma desculpa esfarrapada.

Chinelo virado para baixo: um simples calçado virado ao contrário causaria o óbito de nossas progenitoras? Bem, existe quem explique essa superstição dizendo “Não deixe o chinelo virado, sua mãe pode escorregar ou tropeçar nele, cair e bater com a cabeça em um banquinho". Na verdade, se isso fosse possível o maior índice de mortes estaria relacionado a isso. Fiquei imaginado o quanto isso facilitaria a vida dos agentes do CSI:
- Qual foi à causa da morte?
- Ele foi vítima de morte por chinelo virado, fim do caso.
Se me permite uma explicação mais objetiva, o objetivo da sandália é manter seus pés protegidos da sujeira no chão e da temperatura, se ficar virada a sandália ficará exposta a sujeira que depois será levada aos seus pés, ou seja, perde seu objetivo.

Exemplo de outras superstições populares no Brasil:

-  Colocar uma vassoura ao contrário atrás da porta faz com que uma visita chata vá embora
-  Devemos entrar sempre com o pé direito para dar sorte
-  No dia do casamento o noivo não pode ver a noiva antes da cerimônia para não dar azar
-  Ter a orelha quente significa que alguém está a falar de nós
-   Colocar a mala no chão significa perder dinheiro
-  Passar por debaixo de uma escada dá azar;
-   Achar um trevo de quatro folhas trás sorte;
-   Pé de coelho trás sorte;
-   Abrir guarda-chuva dentro de casa pode atrair morte;
-   Toda sexta-feira 13 é um dia perigoso e podem ocorrer fatos ruins para as pessoas;
-   Jogar moedas numa fonte de água pode realizar um desejo da pessoa que jogou;

Deuteronômio, Capítulo: 18, 9-13
"Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus, te dá, não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquele terra. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo,à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou â invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações."

Somos pessoas inteligentes o suficiente para saber que algo pode cair de cima de uma escada ou de um andaime, se você quer um local bom para jogar suas moedas tente um cofrinho, se quer colocar sua confiança em algo, ponha naquele que deu a vida por você, ore, leia a bíblia, troque a sorte pela bênção de Deus e trabalhe por seus objetivos, assim os coelhos manterão seus pés e os cavalos suas ferraduras, mas essa é apenas a Minha Humilde Opinião.

Ass: Bruno Santos

https://icl.googleusercontent.com/?lite_url=http://www.suapesquisa.com/religiaosociais/supersticao.htm&ei=b4FPC5i8&lc=pt-BR

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http://www.megacurioso.com.br/comportamento/41990-7-simpatias-e-supersticoes-que-talvez-voce-nunca-tenha-ouvido-falar.htm